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20.09.2019

Um Desafio Missionário pelo Interior de Minas Gerais

Por George Vianna

 

 

Relato do irmão George Vianna, membro da PIBCI, que dedicou seu mês de férias para ensinar música e levar a palavra de Deus ao interior de Minas Gerais.

 

 

Um Desafio Missionário pelo Interior de Minas Gerais

Por George Vianna


 

 

O que eu estou deixando de bom pra minha geração? Qual tem sido meu legado pra sociedade? E pro reino de Deus?

 

Todo mundo possui diversos dons e talentos (e nem adianta dizer que “ah, eu não sei fazer nada”, porque basta puxar um pouquinho na memória e você vai lembrar de alguma coisa que faz muito bem). Então, você tem compartilhado com alguém esse talento que Deus te deu? Ou tem guardado só pra você?

 

Foi pensando nessa resposta que resolvi embarcar rumo ao interior de Minas Gerais, a fim de passar um mês ensinando música em pequenas igrejas necessitadas. Entre julho e agosto deste ano, tirei férias do meu trabalho e rodei por 3 comunidades diferentes – Ponte Nova, Guaraciaba e Santana, que é uma roça bem afastada –, dando aulas de teclado, violão e técnicas vocais. Foram intensos 30 dias e mais de 20 alunos.

 

      

 

Em Ponte Nova, além das aulas de música, ajudei o ministério de louvor da igreja local, que estava passando por diversas dificuldades. Foi um tempo de encorajamento e chamado ao compromisso, mostrando a eles a importância e a responsabilidade de fazer a obra de Deus com zelo, dedicação e excelência. Horas de ensaios, bate-papos, estudo da bíblia e oração, que fizeram muita diferença nesse tempo.

 

Em Guaraciaba, uma igreja bem menor, porém com um ministério de louvor mais solidificado. Aliás, eu já tinha estado nessa cidade há 6 anos, em um projeto missionário da PIBCI. Na época, ministrei o louvor sozinho com um violão, já que não tinha ninguém que tocasse na igreja (ao final do culto, inclusive, o pastor me confidenciou que orava todos os dias pra Deus enviar um “George” lá praquela comunidade). E como Deus faz muito mais que pedimos ou pensamos, Deus levantou mais de 10 “Georges” nesse tempo, que hoje levam o ministério de uma forma muito séria e comprometida. Dei aulas para algumas pessoas da igreja e consegui inflamar outros instrumentistas a darem continuidade ao que eu estava começando lá na outra comunidade, Santana, depois que eu viesse embora.

 

 

Santana, o lugar onde deixei um pedaço do meu coração. Uma roça onde só se chega depois de muitos quilômetros sacolejando por uma estrada de chão. Um lugar pobre e simples, praticamente esquecido pelas pessoas “da cidade”. Lá, um grupo de 20 pessoas se reúne como igreja há 7 anos em uma varanda (porque ainda não têm um templo), a “varanda da tia Dirce”. O louvor deles sempre foi feito todo com a ajuda de um playback, já que eles nunca tiveram condições de comprar os instrumentos. Porém, com a ajuda de muitos irmãos, amigos e familiares daqui do Espírito Santo, consegui levantar uma grande oferta, peguei um carro e viajei até Belo Horizonte, onde passei um dia comprando diversos instrumentos – pra dar as aulas e também já pra ficar na igreja do Santana. Dois violões, dois teclados, um contrabaixo, um cajón e até uma bateria (além de suportes, capas, estantes, etc.). Só na roça do Santana, foram 11 alunos (mais da metade da igreja), incluindo crianças, adultos e até um deficiente visual, que foi mais um desafio, já que eu nunca tinha dado aula para um cego. A maioria deles nunca tinha nem ouvido falar em “dó-ré-mi” e nunca tinham sequer encostado em um violão ou um teclado. Mas todos eles tinham uma sede incrível de aprender, que me deixava emocionado toda vez. Alguns dias, eu começava a dar aula às 8h e só terminava às 21h (o detalhe é que nenhum aluno se atrasava; pelo contrário, enquanto eu estava dando uma aula, o próximo aluno já estava treinando no outro instrumento). O cansaço era constante, mas a sensação de estar cumprindo a vontade de Deus renovava minhas forças a todo momento.

 

      

 

A rotina foi bem puxada. Nos finais de semana eu ficava em Ponte Nova, dando aulas e ajudando no louvor. Durante a semana, eu me desdobrava pra conseguir atender os alunos de Guaraciaba e do Santana. Foram várias horas dentro de ônibus ou carros, viajando pelas estradas afora. Dias inteiros com o barulho de teclados, violões e microfones no ouvido. Nem sempre eu conseguia me alimentar tão bem. Dormia na casa do pastor ou dos irmãos da igreja. Enfim, foi um tempo desafiador, porém, sem dúvida alguma, muito mais recompensador.

 

Por ser somente um mês, e com todos os alunos começando totalmente do zero, minha fé foi bem pequena, a ponto de achar que não daria pra ver os frutos antes de eu vir embora. Mas, mais uma vez Deus me surpreendeu. Em poucos dias, a galera já estava tocando como “gente grande”. No culto de despedida, que fizeram para mim lá no Santana, TODOS os alunos tocaram. Foi quase um culto cantado, de tanta música que teve. E o louvor do culto, pela primeira vez, foi todo feito por eles tocando os instrumentos. Consegui ver um resultado muito além do que eu imaginei. Bastou eu me colocar à disposição de Deus e Ele fez, através de mim, coisas grandiosas. Através de alguém limitado como eu, a realidade de uma igreja (e por que não dizer de uma comunidade inteira?) foi completamente transformada. A “varanda da tia Dirce” agora ficou pequena pra tantos instrumentos. E o povo que fazia um louvor só com playback agora aprendeu a tocar diversos instrumentos. Deus começou um novo capítulo na história do Santana.

 

E aí, qual talento que você tem e está guardando pra si? O que você pode ensinar pra alguém e ainda não começou? Que possamos ser luz para alguém e que possamos ser Jesus para o mundo.

 

 

 

Tendo, pois, Davi servido ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu.”

Atos 13:36a

 

 

 

 

      

 

      

 

      

 

 

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