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A importância do Planejamento para as Organizações, inclusive as Igrejas

Por Leandro Vianna Souza

 

 

Planejamento é um conceito comum ao universo da Administração. Por isso, sua utilização enquanto ferramenta de gestão é muito importante no âmbito organizacional. Ele trata de definir os objetivos a serem alcançados por uma organização, elencando as açõesnecessárias para isso.

 

Sua concepção deve emergir de um diálogo aberto entre a direção da organização e os seus colaboradores, uma tempestade de idéias “brainstorming”, uma administração participativa. Seja qual for a metodologia utilizada, o importante é que sua construção seja coletiva, para que a sua execução tenha o respaldo e motive o trabalho de todos.

 

O planejamento deve otimizar a alocação dos recursos  existentes na organização, de forma que esses recursos sejam utilizados da maneira mais eficiente e eficaz. Entende-se por recursos, nesse caso, os recursos humanos, financeiros e materiais presentes na organização.

 

O prazo de execução do planejamento deve contemplar três momentos: curto, médio e longo prazo. Os objetivos a serem alcançados a longo prazo deverão ser traçados, contudo devem-se indicar também pontos intermediários no meio desse caminho (curto e médio prazo), nos quais será verificado, por meio de indicadores, se as etapas necessárias para o alcance dos resultados finais foram realizadas.

 

Da mesma forma que os prazos de execução do planejamento são fundamentais para o seu sucesso, devem-se considerar também os níveis hierárquicos dos objetivos da organização. Quando se fala de Planejamento Estratégico, fala-se de algo que envolve toda a organização, em todos os seus níveis, incluindo todos os seus departamentos e pessoas. Para alcançar os objetivos estratégicos, deve-se também levar em consideraçãoa importância dos objetivos intermediários relativos aos níveis hierárquicos mais baixos, que envolvem áreas específicas da organização, quais sejam o Planejamento Tático e o Planejamento Operacional. Em uma organização de sucesso, esses três níveis funcionam em conjunto.

 

Vamos nos ater ao Planejamento Estratégico, por se tratar de algo mais amplo, que envolve todas as esferas e pessoas da organização.

 

Para a formulação do Planejamento Estratégico é necessário que a organização defina algumas premissas básicas à sua existência. Com base nessas definições é que serão traçados os rumos da organização. Nesse momento, destaca-se a necessidade de a organização definir o motivo / benefício de sua existência, destacando a sua missão (razão de ser), visão (aonde se desejar chegar enquanto organização) e valores (princípios que norteiam e estruturam a cultura e as ações da organização).

 

Os objetivos organizacionais são um resultado quantitativo e/ou qualitativo a ser alcançado ao final do planejamento. Para tanto, eles devem ser transformados em metas, que são as partes menores, ou pontos intermediários, conforme já falado anteriormente.

 

No momento da definição dos objetivos organizacionais deve-se entender que eles precisam ser concretos, balizados pelas seguintes características:

- Específicos, claros, fáceis de entender;

- Mensuráveis, com parâmetros que possam ser avaliados;

- Alcançáveis, algo que seja possível de se realizar;

- Realistas, relevantes, dentro do contexto da organização;

- Temporais, com prazo para ser realizado.

 

Outro aspecto importante para que haja sucesso na implementaçãodo Planejamento Estratégico está nas análises que devem ser feitas para a sua concepção e nas ferramentas utilizadas para isso. Uma análise SWOT, considerando os pontos fracos e fortes internos àorganização, e assituações externas envolvendo ameaças e oportunidades presentes noambiente em que a organização está inserida; um planejamento por cenários buscando compreender as tendências e alterações futuras; a utilização do Balanced Scorecard para avaliar e gerir o desempenho da organização, são alguns dos mais importantes meios de serealizar um bom Planejamento Estratégico.

 

Conforme vimos nesse texto, são muitos os recursos existentes hoje em dia para melhor planejarmos, e assim obtermos sucesso nas jornadas.

 

O planejamento é algo que foi pregado por Jesus, e que devemos, como bons mordomos, ter como algo útil não só para o sucesso das empresas, mas de toda e qualquer organização, inclusive as igrejas, e, por que não também, nossas vidas pessoais nos seus mais variados aspectos (espiritual, relacionamentos, profissional, acadêmico, etc.).

 

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
 

Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele.” (Lucas 14:28-29)

 

Que tenhamos as palavras acima proferidas por Jesus sempre em mente, pedindo orientação a Deus nas decisões a serem tomadas, nos objetivos a serem traçados, nos caminhos a serem percorridos.

 

“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.” (Tiago 1:5)

 

Dedico esse texto ao meu amado e saudoso Tio Loren, que nos deixou na última semana que passou. Um servo de Cristo, com sorriso fácil, abraço e aperto de mão fortes, sempre pronto a ajudar. As reuniões da família nunca mais terão a mesma graça sem sua marcante presença e cômicas histórias... Lá no fundo do peito, ainda ouço sua voz, um baixo marcante, cantando que “Haverá paz no vale...”

 

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4:7)

 

 

 

Leandro Viana Souza graduado e Mestre em Administração pela UFES; MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É Administrador no IFES; Professor Universitário na FACCACI

 

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