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Incubadoras de Empresas

Por Leandro Vianna Souza

 

 

A crise econômica tem persistido em nosso país, e as taxa de desemprego tem aumentado continuamente. Diante desse cenário, muitas pessoas têm buscado novas fontes de renda por meio da abertura de sua própria empresa.

 

Diante do exposto, existem hoje no Brasil mais de 17 milhões de empresas ativas, com mais de 90% delas sendo micro e pequenas empresas (MPEs), que respondem por 27% do PIB e 57% dos empregos formais. De acordo com estudos do SEBRAE, em relação ao número de empresas, as MPE representaram, em 2011, nas atividades de serviços e de comércio, respectivamente, 98% e 99% do total de empresas formalizadas.

 

Contudo, boa parte desses empreendedores ainda o fazem por necessidade, sem uma capacitação prévia, uma análise de mercado, um planejamento. Segundo o IBGE, isso acarreta um dado alarmante envolvendo a taxa de mortalidade das empresas: mais da metade delas encerra a suas atividades após quatro anos de atividade.

 

Alguns fatores são elencados como cruciais para que esse problema persista, quais sejam:

 

- Excesso de burocracia

- Alta carga tributária

- Falta de preparo e planejamento para o negócio

- Crédito escasso e caro

- Problemas com infraestrutura

 

Como maneira de enfrentar esse cenário complicado é que surgem, como ótima possibilidade, as incubadoras de empresas.  Uma incubadora é uma instituição que age para dar apoio à criação, ao desenvolvimento e à consolidação de empresas no mercado. Sua atuação ocorre por meio do acesso a seu espaço físico e a inúmeros serviços técnicos e de gestão que apoiam a instalação de uma empresa durante um período de tempo e mediante um valor determinado. Esse apoio se dá com consultorias e assessorias nas áreas administrativa, contábil, legal, mercadológica, na busca por financiamento e também no incentivo à cooperação com outras empresas.

 

As incubadoras de empresas têm sido um ambiente seguro onde seus incubados têm se protegido das instabilidades do mercado. Dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC) relatam que a taxa média de sobrevivência das empresas geradas em incubadoras é de aproximadamente 80%. A atuação das incubadoras tem sido, principalmente, no incentivo ao empreendedorismo, o desenvolvimento econômico e social regional, geração de novos postos de trabalho, desenvolvimento e inovação tecnológica etc.

 

Estes dados demonstram a importância do papel das incubadoras no processo de preparação e fortalecimento das empresas, nos seus primeiros anos de existência; e, de iniciativas que visem a reduzir a taxa de mortalidade das pequenas e médias empresas.

Todo esse apoio acima descrito é fundamental para o sucesso de uma empresa, principalmente quando ele vem no período mais difícil para uma empresa recém-criada, seus primeiros anos de funcionamento. Nesse período surgem problemas ligados à falta de capital e à ausência de pessoas capacitadas no campo da gestão, gerando problemas para o crescimento da empresa e em áreas como o marketing, a contabilidade e a parte jurídica.

 

No Brasil, a história das incubadoras de empresas inicia-se na década de 80, com as incubadoras de São Carlos (SP), a mais antiga incubadora de empresas do Brasil e da América Latina, iniciada em 1984, com quatro empresas instaladas; Campina Grande (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

 

No que diz respeito ao Espírito Santo, existem hoje quatro incubadoras de empresas, que são:

 

- TecVitória

- Incubadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)

- Incubadora do Instituto Marca de Desenvolvimento Socioambiental (IMADESA)

- Incubadora de Colatina (INECOL)

 

A TecVitória é a maior e mais antiga incubadora do estado do Espírito Santo, tendo sido criada em 1995. Ela é uma incubadora de empresas de base tecnológica localizada em Vitória, e que conta atualmente em seu portfólio com 10 empresas incubadas residentes e mais de 20 empresas graduadas.

 

A Incubadora do IFES é uma incubadora 100% pública, que foi implantada em 2007 e está localizada na estrutura de funcionamento do Instituto Federal do Espírito Santo. Ela está ligada à Agência de Inovação do IFES (Agifes), órgão ligado à sua Pró-Reitoria de Extensão (IFES, 2017). A Agifes tem entre os seus principais objetivos: estimular, gerir e apoiar atividades voltadas para a propriedade intelectual, o empreendedorismo tecnológico e a inovação. Uma das principais maneiras pela qual ela tem feito isso é por meio das incubadoras de empresas. Devido à sua grande capilaridade e importância no estado, a Incubadora do IFES oportuniza para que várias cidades tenham um núcleo incubador sendo implantado ou em funcionamento nos campi do Instituto.

 

Fundado em 2006, o Instituto Marca de Desenvolvimento Socioambiental (IMADESA) foi criado, na cidade de Cariacica (Grande Vitória), para canalizar os investimentos no campo socioambiental e promover a responsabilidade social da empresa Marca Ambiental. Desde que foi fundado o IMADESA desenvolve, em parceria com o SEBRAE, o Projeto Incubalix que visa a atuar na área socioambiental e fomentar empresas no ramo do econegócio, por meio do processo de incubação, buscando o desenvolvimento da sua área de influência e da sociedade. Há de se destacar que a Incubalix é a primeira incubadora de econegócios ou negócios ambientais do País.

 

Por fim, com relação à Incubadora de Colatina (INECOL), temos a dizer que ela também é uma incubadora pública, fundada em 2004, e que está ligada diretamente à Prefeitura Municipal de Colatina, no Norte do Estado, com espaço suficiente para incubar até 10 empresas de pequeno porte.

 

Tendo em vista os ótimos resultados alcançados pelas empresas dentro do ambiente das incubadoras, sejam elas públicas ou privadas, uma intervenção direta do Estado com políticas públicas voltadas para incubadoras de empresas é muito importante em busca de novas opções para o desenvolvimento econômico e social.

 

Sendo assim, com relação às principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas quando resolvem abrir sua própria empresa, entendemos que pela relevância das ações realizadas pelas incubadoras, o fato das empresas estarem dentro desse ambiente facilitará imensamente para que elas possam superar os obstáculos apresentados e terem sucesso em seus empreendimentos.

 

 

 

 

Leandro Vianna Souza é graduado e Mestre em Administração pela UFES; MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É Administrador no IFES; Professor Universitário na FACCACI

 

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