13.02.2019
Uma sociedade que mede o valor de uma pessoa pelo saldo da sua conta bancária tem dificuldade em compreender o prazer de servir. Para pessoas cujo objetivo é “subir na vida” em termos de avanços socioeconômicos, é muito mais fácil demandar atenção do que entregar-se para atender as necessidades de outras pessoas.
A mensagem das Escrituras, porém, nos chama a servir.
Quando acreditamos na grandeza e superioridade absoluta do nosso Criador, a ideia de servir a Deus se torna fácil de compreender, mesmo se for difícil pôr em prática. Quando Deus, por meio de Moisés, revelou princípios para manter seu povo separado no Antigo Testamento, ele exigiu fidelidade em serviço: “Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o SENHOR, vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Deuteronômio 11:13). Uma geração depois, quando Josué distribuiu ao mesmo povo a terra prometida, ele disse: “Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do SENHOR, vos ordenou: que ameis o SENHOR, vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Josué 22:5).
A mensagem de liberdade em Cristo não nega a importância de servir ao Senhor. Jesus ensinou que o serviço a ele seria uma condição fundamental para ter comunhão com Deus: “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará” (João 12:26). Paulo incentivou o zelo no serviço a Deus: “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Romanos 12:11). Servir a Deus apenas por obrigação, meramente cumprindo “ordens”, não reflete o espírito da pessoa que valoriza sua salvação e vive em gratidão a Deus. Essa gratidão é a motivação do serviço que o Senhor deseja de nós: “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”(Hebreus 9:14).
É impossível servir ao Senhor e ignorar as pessoas criadas à sua imagem e semelhança. Nossa relação vertical (com Deus) está ligada às nossas relações horizontais (com outros seres humanos). O servo do Senhor necessariamente serve aos outros: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5:13-14). Servir aos outros se torna o procedimento natural de quem recebe os benefícios que Deus nos oferece pela sua graça: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4:10).
É exatamente nesse princípio de humilde serviço que precisamos contrariar as tendências ambiciosas da nossa cultura. Consideremos as palavras e exemplo de Cristo: “Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:25-28).
Na epístola aos Romanos, Paulo enfatizou a salvação pela graça de Deus, e dedicou os últimos capítulos ao ensinamento prático sobre serviço e amor ao próximo. Ele escreveu: “compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade... Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens” (Romanos 12:13,17).
E todo nosso serviço, seja louvor dirigido a Deus ou bondade estendida às pessoas ao nosso redor, deve ser oferecido com alegria: “Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (Salmo 100:2). Paulo disse: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4).
- por Dennis Allan
www.estudosdabiblia.net
Sônia Mara Costa
Ministra de Ensino