TV PIBCI

Ensinando a Palavra


09.05.2020

Os Meus Olhos de Mãe

 

 

Quero aqui homenagear todas as mães com o texto do meu esposo, Cornélio Mileip.

 

Com Meus Olhos de Mãe...


Com meus olhos de mãe vi sair de mim o presente maior que alguém poderia receber. Vi com meus olhos de mãe seu crescimento, seu amadurecimento, acompanhando cada passo, vivendo cada emoção com muito mais intensidade que ele mesmo. Com meus olhos de mãe vi sua angústia ante as incertezas da vida, mas vi também sua alegria quando chegaram as vitórias. Vi seus primeiros passos, buscando sua direção. Não sabia o que viria pela frente, mas tinha a certeza que nunca o perderia de vista.


Com meus olhos de mãe vi meu filho seguir rio abaixo, protegido no cestinho, até ser resgatado pela filha do rei. Coloquei o meu filho nas mãos do Senhor e O vi guardá-lo e fazer dele um grande homem. Com meus olhos vi meu filho ser criado no palácio e depois  ser perseguido por Faraó. Vi sua angústia diante do mar, mas o seu semblante aliviado ao vê-lo se abrir. E mais, vi em sua face um sorriso indescritível descendo do monte, com as tábuas da lei nas mãos.


Com meus olhos de mãe vi meu filho ser levado ao monte para o sacrifício. Como foi dolorido. Depois de tanto tempo, já na velhice recebi a graça de parir o meu bebê. Eu sabia que era a perfeita vontade do Senhor, mas como doeu o meu coração de mãe ao ver meu filho ser conduzido como um cordeiro para sacrifício não foi fácil. Chorei muito. Mas foi bom demais vê-lo retornando, ver a provisão do Senhor sobre a sua vida.


Com meus olhos de mãe vi meu filho se oferecer para enfrentar o temível gigante Golias. Logo ele, o menor de todos, o meu caçulinha. Como sofri vendo-o se preparar para a batalha, mas como ficava feliz ao perceber que seu maior preparo era a dependência de Deus. E quando o vi acertar aquela pedra na cabeça do gigante, quase não me contive de tanta alegria. Vi a vitória de um povo pela ação de Deus na vida do meu filho.


Com os meus olhos de mãe vi meu filho ser levado cativo, mas vivendo sempre na presença de Deus, o vi crescer ante os olhos do rei. Vi como meu filho era obediente ao Senhor e não se deixou levar pelos prazeres do palácio. O vi ser chamado pelo rei para interpretar os seus sonhos e assim, trazer paz ao seu coração. Mas como foi difícil vê-lo entrar naquela cova, cheia de leões famintos. Meu coração se entristeceu, mas exultei no Senhor quando o vi saindo de lá, protegido pelas poderosas mãos de Deus.


Vi com meus olhos de mãe o meu filho sofrer. Ele que nasceu privado da visão, vagava às escuras de um lado para o outro. Via seu sofrimento. Mas quando viu chegar próximo a ele o Senhor, não se intimidou. Começou a gritar, chamando a atenção do Mestre, que veio até ele perguntar o que ele queria. Humildemente, falou que queria ver, e o Senhor, passando as mãos nos seus olhos, deu-lhe a visão. Quase não consegui ver, de tantas lágrimas que caíram dos meus olhos.

           
Preparei o lanche para o meu filho e o vi dividi-lo com as pessoas que ouviam o Mestre. Como fique feliz em ver aquela atitude. Não fez questão de ter só para ele, não se prendeu a si, mas se deixou ser usado. Foi abençoado e abençoador. Como o coração de uma mãe fica feliz ao ver uma cena dessas.


Os meus olhos viam com muita tristeza o meu filho perseguindo os cristãos. Como ele era duro, insensível. Mas um dia, ele caminhando na estrada, e teve uma experiência profunda com Deus. Ali ele foi transformado, e tive o prazer de vê-lo se transformar em um servo fiel. Li cada carta que ele escreveu para as igrejas. Vi meu filho se transformar de perseguidor a perseguido. Como sofre o coração de uma mãe. Mas o meu coração ficava em paz, porque mesmo perseguido, ele era protegido pelo Senhor.


Triste eu fiquei ao ver meu filho comandar os soldados no açoite ao Senhor Jesus. Eu que o criei com tanto carinho, o vi se transformar nesse homem duro. Ele somente cumpria rigorosamente o que as autoridades o mandavam fazer, mas era difícil aceitar isso. Acompanhei todo o trajeto e me entristecia com cada chibatada que ele desferia contra o Senhor Jesus. Mas, quando a terra tremeu, as pedras fenderam, os sepulcros se abriram, de longe pude ver seus lábios reconhecendo: “verdadeiramente este era o Filho de Deus”.


O meu filho, revelação de Deus, eu vi em todo o tempo. O vi no meio dos doutores, o vi caminhando na praia pra chamar os seus discípulos. Vi seus muitos passos levando o evangelho a toda criatura. Vi meu filho operar milagres, vi meu filho expulsar demônios, vi meu filho lançar um olhar protetor às pessoas carentes, estender a mão aos necessitados. Vi meu filho ser perseguido, preso, humilhado, morto. Como foram duros aqueles momentos. Mas via a sua vitória sobre a morte, vi a sua glória.


Os olhos da mãe estarão sempre sobre o filho, vendo cada passo, observando cada movimento, torcendo pelo sucesso em cada ação, vibrando com cada vitória, derramando lágrimas a cada tristeza, e transformando essas lágrimas em alegria a cada triunfo. Não importa onde o filho esteja, se sozinho no alto de um monte, recolhido no mais profundo vale, ou se encoberto pela vasta multidão. Onde estiver o filho, ali estarão os olhos de sua mãe.

 

 

 

Sônia Mara Costa

Ministra de Ensino

 

 

 

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