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Leitura Diária


10.05.2020

11/10/2020 - Jovens - Perguntas sobre finanças e textos especiais

Agnaldo Faissal J. Carvalho

 

 

Base Bíblica

Eclesiastes 5:10-17; João 3:16

 

 

Para sua meditação diária:

Segunda-feira – Marcos 8:36-37; Lucas 12:24-33

Terça-feira – Colossenses 3:5-6; Mateus 6:24

Quarta-feira – Provérbios 23:1-8

Quinta-feira – Provérbios 22:1; 28:6; Tg 5:1-6

Sexta-feira – Romanos 13:1-8; Mateus 22:17-21

Sábado – 1Pedro 1:18-21; 1João 3:1

Domingo – Efésios 1:13-14; Romanos 8:35-39

 

 

Introdução

 

O dinheiro é um assunto altamente espiritual. A maneira como nos relacionamos com ele fala muito sobre nós mesmos. Convido você a pensar em três perguntas sobre finanças, e, finalmente, na quarta pergunta, pensar no texto bíblico que pode ser considerado o resumo de toda a Bíblia.

 

 

  I   - São as riquezas sempre sinal de bênção?

Habacuque 2.9-1 I


Numa época quando o dinheiro é o valor supremo para muitos, há diversas pessoas que entendem que toda riqueza é sinal de vida aprovada por Deus. Será que isso é verdade? Será que a riqueza é sempre uma bênção e fruto da aprovação de Deus? Nesse texto, o profeta Habacuque apresenta a condenação de Deus contra os babilônios pelos “bens mal adquiridos". Há pessoas que se enriquecem por meio de práticas ilícitas e de maneira pecaminosa. Portanto não podemos aceitar a equação: todo rico é igual a abençoado, e todo pobre é igual a amaldiçoado.

 

Reflexão:
→ Você já viu pessoas serem prejudicadas financeiramente por serem honestas?

Por que muita gente acredita que estar bem financeiramente é estar bem com Deus?

Quando a riqueza é uma bênção e quando deixa de ser bênção?


BÍBLIA DE ESTUDO ESPERANÇA, pergunta nº 327 referente a Habacuque 2.9-1.

 

O dinheiro e os bens materiais não representam, essencialmente, uma ameaça para nossa espiritualidade. O alerta que a Bíblia dá é contra "o amor do dinheiro" (1Tm 6.10), que é uma atitude capaz de corromper tanto a fé quanto a ética (Lc 12.34). Esse alerta anda lado a lado com as maravilhosas promessas de Deus que continuamente são ofertadas a nós. No entanto uma interpretação equivocada das Escrituras tem levado muitos irmãos à ilusão de que a prosperidade é sinal de espiritualidade. A maioria dos textos usados na defesa dessa teologia está no AT, em que bênçãos materiais eram ofertadas aos que cumprissem os Mandamentos e a Lei. Nas nós vivemos no tempo da graça e não nos dias da Lei. Hoje, desfrutamos plenamente as bênçãos de Deus, mas as riquezas maiores estão à nossa espera nas "moradas celestiais" (Mt 6.20; Jo 14.2; Ap 21.1-4).

 

Deus, de fato, nos concede muito mais do que pedimos ou pensamos, mas quando a prosperidade se toma prioridade em nossa jornada espiritual, essa inversão de valores acaba sufocando a nossa fé, levando-nos a pensamentos, sentimentos e atos pecaminosos (1Tm 6.9-10).

 

O texto citado no comentário (He 2.9-11) traz um alerta quanto ao extremo que se pode chegar, quando o desejo da prosperidade se torna o maior objetivo na vida. E sempre bom salientar que Deus ama a retidão e recompensa a honestidade, mesmo quando somos prejudicados por causa dela, pois o que ganhamos vale muito mais do que o que perdemos.

 

1. Quem coloca Deus em primeiro lugar garante sua prosperidade espiritual e a provisão de suas necessidades materiais (Lc 12.24-33), mas quem corre atrás de riquezas pode acabar perdendo o que há de mais valioso na vida (Mc 8.36-37).

 

2. Quem coloca Deus em primeiro lugar encara a vida na perspectiva da eternidade (Cl 3.1), mas os que estão focados na prosperidade abrem mão dos valores eternos pelos benefícios imediatos.

 

3. Quem coloca Deus em primeiro lugar se contenta com as bênçãos que Ele proporciona, mas quem cobiça os bens da terra se desgasta numa busca insaciável para aumentar seu patrimônio (Cl 3.5; Mt 6.24).

 

4. Quem coloca Deus em primeiro lugar descansa seguro nos braços do Senhor, mas quem deposita a fé no dinheiro tem de se defender com as próprias mãos (Sl 37.7).

 

5. Quem coloca Deus em primeiro lugar sabe ser generoso com aquilo que tem, tornando-se "rico de boas obras" (1Tm 6.16-19), mas quem faz da riqueza o seu "deus" é capaz de prejudicar os outros em benefício próprio.

 


  II   - Será que Deus incentiva o acúmulo exagerado de bens?

Eclesiastes 5.10-17


Quanta mais rico melhor, dizem muitos. Mas será que isso é verdade? A experiência refletida em Eclesiastes mostra-nos várias verdades sobre o acúmulo exagerado de bens: em primeiro lugar, o homem ganancioso nunca estará satisfeito com seus bens (v. 10); além disso, a preservação e a segurança desses bens serão fonte de constante preocupação e falta de paz; toda essa riqueza pode ser perdida de uma hora para outra pelas desventuras da vida; e finalmente devemos perguntar qual é a razão de tudo isso, já que não iremos levar nada conosco quando morrermos. Ter riquezas pode ser uma bênção quando elas servem para abençoar a vida de outros e quando são dirigidas por propósitos nobres, si mesmo, quem as ajunta, também ajuntará desilusão.


Reflexão:
→ O acúmulo exagerado de bens não causa a pobreza de muitos?

Para que ajuntar tantos bens se sequer poderemos desfrutar deles?

Devemos acumular bens em demasia diante de tantas necessidades materiais e espirituais de nosso mundo?


BÍBLIA DE ESTUDO ESPERANÇA, pergunta n° 335 referente a. Eclesiastes 5.10-17.

 

Há um hino no qual uma das estrofes diz. "Quando vires outro com seu ouro e bens, lembra que tesouros prometidos tens. Nunca os bens da terra poderão comprar a mansão celeste que vais habitar". Essa letra reflete bem a insignificância que as riquezas representam para um cristão, em relação ao tesouro que nos está proposto. Alguém pode até fazer uso da riqueza a serviço de Deus e para o socorro do próximo, se conseguir resistir ao fascínio que ela promove ou à tristeza de ter de compartilhá-la (1Tm 6.17-18). O problema é que alguns destorcem a Palavra de Deus, a fim de justificar seu amor ao dinheiro, alegando que prosperidade evidencia bênção divina.

 

A Bíblia não incentiva o acúmulo de bens. Pelo contrário, ela até reprova essa prática (leia Mt 6.19-24). O único tesouro que devemos acumular é aquele que está no céu (v.20). E é para lá também que devemos voltar o nosso olhar, com desejo (v.22-23) e muita devoção (v.24). O problema é que as ofertas são tantas e o marketing é tão convincente que acabamos acreditando que a felicidade vem do dinheiro, de muito dinheiro. Por essa razão, a Bíblia adverte: "Quem ama o dinheiro nunca ficará satisfeito; quem tem a ambição de ficar rico nunca terá tudo o que quer. Isso também é ilusão" (Ec 5.10- NTLH).

 

1. O desejo de riqueza nos afasta de Deus

A busca por ter sempre mais expõe o homem a um círculo vicioso que nunca o satisfaz (Pv 23.1-8). E essa avareza, que valoriza mais o prazer da vida que o Autor da vida, é tida como idolatria (Cl 3.5-6).

 

2. O desejo de riqueza põe em risco a salvação

Marcos registrou a triste história de um jovem rico, que preferiu a miséria espiritual a ter que abrir mão de suas posses (Mc 10.17-22). Se tal desejo tem impedido seus passos em direção a Cristo, livre-se da paixão pelas coisas e apegue-se ao amor de Deus.

 

3. O desejo de riqueza sacrifica a própria honra

Em busca das vantagens materiais, muitos abrem mão da reputação (Pv 22.1; 28.6), dos valores familiares (SI 78.8), da ética e da moral (Tg 5.1-6) Na Bíblia está escrito que "os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada [...] Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males" (1Tm 6.9-10).

 

4. O desejo de riqueza obscurece a razão

O fascínio dos bens de consumo ofusca nossos olhos para não vermos o necessitado tão perto de nós, alguns sentados até mesmo ao nosso lado, nos momentos de adoração. Lembre-se de que "A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado" (Pv 11 .25); “fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas" (Rm 2.8 – NTLH).

 

 

  III   - Devemos pagar impostos a um governo injusto?

Romanos 13.6-7


Sem dúvida alguma, a maioria das pessoas responderia negativamente essa pergunta. Como devem agir os cristãos nessa questão? E muito importante ressaltar que o governo do Império Romano era tão injusto como qualquer governo dos nossos dias. Mesmo assim, a ordem de Deus foi "pagai a todos o que lhes é devido". Nós não temos autoridade para desobedecer à lei porque muitos, inclusive autoridades, não cumprem suas responsabilidades. Devemos nos lembrar de que Deus é o juiz e de que todos hão de prestar contas a ele. Portanto, todo cristão deve ser um cidadão exemplar, inclusive no pagamento dos impostos devidos.

 

Reflexão:
→ Você acha que se cumprirmos a nossa missão como cristãos teremos mais chance de termos governos mais justos?

Será errado procurar pagar menos impostos (legalmente) e questionar os impostos abusivos?

Nossa responsabilidade política tem influência nessa questão? Como?


BÍBLIA DE ESTUDO ESPERANÇA, pergunta nº 332 referente a Romanos 13.6-7.


São estes alguns dos nomes que tiram o sono do nosso povo: Imposto de Renda (IRPF), IRPJ, ICMS, FGTS, IPTU, IPVA, CPNF, IOF, ITBI, ICN, ISS. A lista parece não ter fim, pois os nossos governantes são muito criativos nessa questão. E do outro lado estão os não menos criativos contribuintes, que sempre estão à procura de um novo jeitinho de enganar a fiscalização do governo. No meio disso tudo, estamos nós, os cristãos, cidadãos do céu, chamados para ser luz na terra, em busca de um discernimento quanto ao que é lícito e o que não é.

 

Sabemos como funciona o jeitinho brasileiro, mas o nosso chamado requer que façamos as coisas do jeito de Deus. Isso se aplica também à questão das taxas impostos, etc. Quando pensamos se e justo pagar impostos a um governo injusto devemos lembrar que para nós não é válido o conceito da vingança, e sim o da conciliação (Mt 5.38-47). Por isso, nessa questão é melhor olharmos para o exemplo deixado por Jesus e Seus discípulos.

 

1. Jesus nos deixou exemplo de boa cidadania

Mesmo tendo o direito de isenção (por ser Rei), cumpriu a lei dos homens, pagando o imposto (Mt 17.27). O milagre ali serviu para nos mostrar que Deus ajuda os que agem com retidão.

 

2. Jesus nos deixou exemplo de integridade

Ele não deu a César a honra que pertence somente a Deus. O que é de Deus, entregamos a Ele de livre vontade e sem frustração. Quanto, porém, ao que era devido ao governo romano. Fez questão de cumprir a lei (Mt 22.17-21).

 

3. Jesus nos deixou exemplo de honestidade

Devemos pagar os impostos de boa vontade, não por serem justos, mas porque isso é justo aos olhos do Pai. Paulo escreveu a mensagem de Jesus: “Paguem todos os seus impostos e repeitem honrem todas as autoridades. Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a de amar uns aos outros" (Rm 13.7-8 – NTLH).

 

4. Jesus nos deixou exemplo de obediência

É Deus quem estabelece e concede autoridade aos homens. Se forem bons ou maus administradores do que lhes foi confiado, disso prestarão contas. Mas devemos estar submissos a tais autoridades, como ao Senhor, inclusive na questão dos impostos – "É por isso também que vocês pagam impostos. Pois, quando as autoridades cumprem os seus deveres, e/as estão a serviço de Deus” (Rm 13.6-NTLH).

 

 

  IV   - Que texto bíblico pode ser considerado um resumo da mensagem de toda a Bíblia?

João 3.16


Esse texto é considerado o resumo da mensagem bíblica. Em poucas palavras ele descreve o grande amor de Deus demonstrado na história da salvação:


→ Deus muito amou a todos.

Entregou seu Filho Jesus para morrer por nós.

A finalidade é que creiamos nele como Salvador.

Quem nele crê tem a vida eterna e nunca terá morte eterna.


BÍBLIA DE ESTUDO ESPERANÇA, pergunta nº 365 referente a João 3.16.


Deus é amor (1Jo 4.8). E daí que brotam todos os Seus atos de misericórdia, graça e redenção que nos têm alcançado de maneira surpreendente (Ef 2.4). O Seu amor por nós é eterno (Jr 31.3), imutável (Jo 13.1), inabalável (Rm 8.35-39), soberano (Rm 9.19-20), eficaz e absolutamente seguro (Hb 13.5-6). E se você ainda está em busca da convicção de que é amado por Ele, use a prova do amor e descobrirá. Basta perguntar a si mesmo se você ama a Deus. Então você terá a evidência do amor Dele por você - "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1Jo 4.19). É a presença do Seu amor em nós que cria o nosso amor por Ele (1Jo 4.7).

 

1. O amor de Deus por nós se evidencia através do Unigênito

Por amor de nós, Ele foi capaz de entregar Seu Filho unigênito e fez isso desde a eternidade (1Pe 1.18-21); por amor, Ele não desistiu de nós apesar de nosso fracasso, e cumpriu Sua promessa, apesar de sermos “nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Sim de fato "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

 

2. O amor de Deus por nós se evidencia através da adoção

Nós, por natureza, éramos "filhos da desobediência", "filhos da ira", -”filhos dos que mataram os profetas", "filhos das trevas", "filhos do maligno". Mas, por amor de nós, Deus nos concedeu um novo nascimento sobrenatural, a fim de que nos tornássemos "filhos de Deus" (1Jo 3:1) Ele nos amou com amor paternal, mesmo ainda quando agíamos com rebeldia e ingratidão.

 

3. O amor de Deus por nós se evidencia através das bênçãos que nos deu

Em nome do amor, não apenas entregou Seu Filho não apenas nos recebeu como filhos, mas também nos concedeu todos os direitos e privilégios de um filho de Deus. Ele nos deu o Seu próprio nome (e um novo nome no céu), nos deu Sua natureza, santidade, espiritualidade, habilidade, autoridade a ponto de nos fazer herdar, juntamente com o Unigênito, todas as coisas que Ele criou (Rm 8.17).

 

4. O amor de Deus por nós se evidencia através do compromisso eterno

Ele promete que nunca, em hipótese alguma, nos abandonará (Hb 13.5); promete conceder forças para resistir às tentações (1Co 10.13); promete estar atento e sempre disponível para nós (Mt 7.7-11); promete cuidar de cada uma de nossas necessidades (Fp 4.19); promete falar conosco por Sua Palavra viva e eficaz (Hb 4.12); promete manter o Seu Espírito em nós permanentemente (Ef 1.13-14).


Deposite a sua fé no único que pode lhe salvar- e este é Jesus, "não ha salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4.12). Que você também possa declarar como o salmista: "Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR. Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo" (SI 116.12-14).

 

 

Conclusão
 

O amor ao dinheiro nos faz desejar e valorizar coisas que são passageiras e, muitas delas, traiçoeiras. A vida eterna em jesus nos coloca exatamente no plano original de Deus. A Bíblia sempre nos convida a comparar o temporário com o eterno. O que você acha que tem real valor?


 

 

 

 

Fonte: Revista dos Jovens – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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