22.02.2021
Texto Básico: Colossenses 1:13-19
Versículo Chave: Colossenses 1:17 “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”
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1Coríntios 12:12-20 |
Logo depois de escrever acerca da herança dos santos, Paulo ensinou que a razão da conquista e da garantia dessa herança está na obra de redenção realizada por Jesus Cristo. A seguir, ensina os seus leitores (incluindo nós) sobre as características e prerrogativas de Jesus, que O tornam o Ser sobremodo excelente. Nisto, o principal objetivo do apóstolo é demonstrar que Cristo está acima de qualquer ser espiritual apresentado pelos falsos mestres de Colossos como o meio de chegar a Deus.
l. A obra da redenção
(CI 1.13-14)
Em texto mais adiante, o apóstolo ensinou sobre o caráter de Cristo. Mas nesses dois versículos, em poucas palavras, esboçou a obra que Jesus realizou, mediante a qual nos tomamos participantes da herança dos santos na luz.
1. Libertou
(Cl 1.13)
A palavra "libertou" era usada, no tempo do apóstolo, em relação ao resgate de uma terrível situação. O "império das trevas", que ameaça as pessoas, são os poderes malignos (cf. Lc 22.53), sobre os quais a autoridade de Satanás é exercida (cf. At 26.18). "Trevas" é o estado de separação e ignorância entre o homem e Deus. Uma força irresistível nos arrastava para esse abismo. Foi desse tipo de império que fomos libertados (resgatados) de uma vez. As sinistras forças do mal já não nos escravizam mais. Cristo livrou o Seu povo do domínio do pecado e de Satanás. Por meio de Jesus, Deus nos tirou das mãos de um tirano arbitrário e impiedoso, para nos transportar ao Seu reino.
2. Transportou
(Cl 1.13)
Este é o outro lado da libertação. Os cristãos não somente foram libertos do domínio do pecado, mas foram transportados ou transladados para outro tipo de domínio. Deus nos tirou de um lugar e nos colocou noutro. Os cristãos de Colossos (e nós também) deviam entender que haviam sido transferidos da potestade do pecado para “o reino do Filho do seu amor". Já não mais escravizados, tornamo-nos súditos voluntários um reino cujo princípio governativo é o amor. O domínio das trevas implica servidão, revolta, impotência. O reino do Filho amado de Deus é o reino da liberdade e do amor.
3. Redimiu
(Cl 1.14)
Em Cristo, "temos a redenção". A escravidão era comum no tempo de Paulo. Quando os escravos eram libertados, a isso se chamava "redenção", daí o apóstolo comparar a salvação com a situação de um escravo que está debaixo do domínio de um amo duro e cruel, e sem condições para negociar a sua própria libertação. Mas Cristo o torna livre, fazendo pelo pecador o que este não pode fazer por si mesmo. Ele nos resgatou ao preço do Seu próprio sangue (cf. 1Pe 1.18-19), livrando-nos da servidão do pecado.
Cristo não somente nos redimiu, como também nos concedeu a "remissão dos pecados”. Isso implica que Deus cancelou a nossa dívida de pecados, porque o Senhor já a pagou sobre a cruz (Ef 1.7; Hb 7.27; 9.12). O débito foi cancelado (Cl 2.14). O infinito preço do sacrifício do Rei está creditado a nosso favor. Deus removeu os nossos pecados para tão longe quanto o Oriente dista do Ocidente (SI 103.12).
II. A preeminência do Redentor
(Cl 1.15-18)
Nesse trecho, Paulo convida os seus leitores a fixarem o olhar naquele por meio de Quem todas as bênçãos da salvação provêm - o Filho do amor de Deus - a fim de notarem a Sua preeminência.
1. Em relação ao Pai
(Cl 1.15)
Cristo deve ser visto, em primeiro lugar, quanto ao Seu relacionamento com Deus. Nele, o "Deus invisível" torna-se visível. Cristo é a manifestação e a revelação do Pai aos olhos dos homens (Jo 14.9). Em Cristo, Deus revela a Si mesmo, porque foi do Seu agrado que toda a plenitude Nele habitasse (Cl 1.19). Na mesma epístola, Paulo ainda esclarece: "Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade" (2.9). Quando escreveu aos coríntios, disse: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5.19). João declarou que ninguém jamais viu a Deus, e que somente Cristo no-Lo fez conhecer (Jo 1.18). Esse é o sentido de ser Ele "a imagem do Deus invisível.
Nenhum conhecimento de Deus é suficiente à parte de Jesus Cristo. Todos aqueles que têm reduzido Jesus ao nível de mero homem, embora Ele seja o maior de todos os homens, ou a um profeta comum, mesmo sendo Ele o maior dos profetas, perderam a ideia básica a respeito de Deus e nunca serão capazes de conhecê-Lo.
2. Em relação ao universo
(Cl 1.15-17)
Assim como não podemos conhecer a Deus sem Cristo, de igual modo o universo está para aquém do pleno entendimento sem Ele. Examinemos as declarações contidas nos versículos indicados.
a. “O primogênito de toda a criação” - o Filho tem os direitos pertencentes a um primogênito, por causa da Sua posição preeminente sobre toda a criação. A expressão não significa, como alguns supõem, que Cristo é parte da criação, o primeiro ser que Deus criou. O apóstolo mostra que Ele é o Criador (v.16), e assim se opõe aos falsos mestres que apontavam Jesus como um dos muitos intermediários entre Deus e o homem. O título "primogênito" não significa somente aquele que nasceu primeiro, mas também o herdeiro, a quem pertence toda a autoridade. Cristo não é o primeiro no tempo, mas o primeiro em autoridade (cf. SI 89.27).
b. O Senhor do universo - Os versículos 16-17 patenteiam essa afirmação:
- "Nele, foram criadas todas as coisas...";
- "Tudo foi criado por meio dele e para ele;
- "Ele é antes de todas as coisas;
- "Nele, tudo subsiste.
"Todas as coisas" ou "tudo" quer dizer que não há exceção. Quaisquer coisas que há "nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis”, até mesmo os poderes sobrenaturais, que gnósticos pensavam poder fazer a ponte entre Deus e os homens, estão incluídos. Mas qual é a relação de Jesus com "todas as coisas"? No v. 16 há três expressões que nos dão a resposta:
• "Nele” - Cristo foi o meio ambiente para a criação (cf.Jo 1.1-5);
• "por meio dele” - Cristo é o agente pelo qual todas as coisas vieram a existir (cf.Jo 1.3);
• “para ele” - A totalidade do universo encontra em Cristo a sua finalidade ou o seu último sentido (cf. Ef 1.10).
c. A subsistência de todas as coisas (v. 17) - Cristo não é apenas o Criador, mas também Aquele por quem "todas as coisas subsistem". Não deixou o mundo entregue a si mesmo, depois de o criar: é ainda o responsável pelo seu funcionamento (Hb 1.3). Mesmo que, por permissão concedida por Deus, Satanás detenha um poder usurpado, Jesus Cristo permanece no controle dos acontecimentos. Por isso, não se pode explicar o futuro nem o passado, o princípio e o fim do universo e do homem, à parte de Jesus Cristo. Ele é o propósito final no qual os poderes ao universo e todos os acontecimentos da história vão se fundir.
Colossenses para hoje - Muitos cristãos dos nossos dias pensam em Cristo como o Senhor da própria vida, sem compreender que Ele é o Senhor do universo. Essa compreensão limitada acerca de Cristo também reduz o testemunho sobre o Seu poder e caráter. Reflita sobre o uso desse conhecimento para falar a respeito da glória do Filho de Deus.
3. Em relação à igreja
(Cl 1.18-20)
Quem é Cristo em relação à igreja?
a. Ele é a cabeça do corpo, da igreja (v.18) - O corpo físico funciona de acordo com a direção que lhe dá a cabeça. Do mesmo modo, a igreja deve seguir a direção indicada por sua cabeça, Cristo. O termo "cabeça" tem o sentido de soberano. Isso implica não ser a autoridade da igreja conferida a um pontífice, uma hierarquia, um sínodo, um pastor, anciãos ou membros em geral. Jesus é a cabeça, não apenas na teoria, mas de fato.
b. Ele é o princípio e o primogênito dos mortos (v.18) - Essas são as razões da sua autoridade suprema A igreja tem origem em Jesus, como a nova criação espiritual (Ef 1:4; 2Co 5.17). É Ele quem dá vida à igreja. "Primogênito de entre os mortos" é uma referência à ressurreição de Cristo (cf. 1Co 15.20-23), por meio da qual Ele demonstrou poder e domínio sobre a morte.
c. Em todas as coisas, Ele tem a primazia (v.18) - Jesus Cristo ocupa o primeiro lugar na criação e também na igreja. Deus decretou que em todas as coisas Ele tivesse a primazia.
Colossenses para hoje - Se em todas as coisas Jesus Cristo tem a primazia, será que Ele tem a primazia em nós? O que devo fazer para que essa seja uma realidade em mim mesmo?
d. Nele reside toda a plenitude da divindade (v.19) - "Aprouve a Deus" significa que na eternidade foi desejo do Pai que residisse no Filho toda a plenitude. Isto é, toda a perfeição e a totalidade dos atributos divinos pertencem a Cristo, eternamente. Em outras palavras, a plena essência da divindade habita em Cristo (cf. 2.9). Por isso, Ele é absolutamente tudo que o cristão necessita.
Ao afirmar que, em Cristo, reside "toda a plenitude", o apóstolo quis mostrar aos crentes de Colossos que Jesus não é imperfeito ou incompleto. Assim, impediria que caíssem no erro ensinado pelos falsos mestres.
Conclusão
A luz do estudo feito, podemos concluir que há quatro verdades que nunca devemos esquecer.
1. A obra da nossa redenção foi completa
Deus, por meio de Cristo, libertou-nos da escravidão das trevas, transportou-nos para o Reino do Filho amado "e redimiu-nos de uma vez".
2. Jesus Cristo é o Senhor do universo
Essa compreensão nos fortalecerá nas duras tormentas da vida, quando parecer que o mal e a tragédia governam a nossa existência.
3. Jesus Cristo é o Senhor da igreja
Recordar isso ajuda a compreender que a meta da igreja é fazer a obra de Jesus Cristo no mundo. É submeter a igreja ao Seu senhorio e dependência, dando-Lhe a liberdade para agir, intervir e corrigir quando a Ele convier.
4. Jesus Cristo é o Senhor de cada um de nós
Essa verdade nos convida a renovar a consagração e a lealdade a Cristo. Por meio dessa compreensão, tornamo-nos conscientes do nosso próprio valor e poder. Se o Senhor do universo quis morrer para salvar uma pessoa, essa pessoa tem valor!
Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br