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Leitura Diária


25.01.2021

31/01/2021 - Adultos - A marca do caráter cristão

 

 

Texto Básico: Gálatas 5:22-26

 

Versículo Chave: Gálatas 5:24: “E os que são e Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscência.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Gálatas 5:22-23

 Terça

 Romanos 8:31-39

 Quarta

 Filipenses 4:1-8

 Quinta

 Salmos 112:1-10

 Sexta

 Gálatas 5:24-26

 Sábado

 Romanos 8:5-11

 Domingo

 1Coríntios 1:26-31

 

 

Em oposição às obras da carne, está o fruto do Espírito. No texto que ora 'estudamos, Paulo apresenta a relação das graças que compõem esse fruto. Enquanto as obras da carne são praticadas pelos esforços da própria pessoa, o fruto do Espírito é produzido pelo Espírito de Deus na vida daqueles que a Ele pertencem, por meio da fé em Cristo Jesus.

 

 

  l. As nove graças produzidas pelo Espírito  

(Gl 5.22-23)

O termo "fruto" pode dar a entender o harmonioso, homogêneo e coerente resultado da presença do Espírito no crente. As nove graças das quais é composto descrevem a atitude do cristão para com Deus, para com as outras pessoas e consigo mesmo.

 

1. As atitudes para com Deus

(Gl 5.22)

 

a. Amor – É a primeira e a maior parte do fruto do Espírito. A palavra traduzida por amor é agape (grego). Indica uma atitude nova para com os outros. É usada também para referir-se ao amor de Deus. Esse amor não constitui mera experiência emocional; é um princípio deliberado da mente, uma conquista e uma realização da vontade. E capacita os crentes a amar os que não são amáveis.

 

b. Alegria é a atmosfera distintiva da vida cristã. Sejam quais forem as situações que os cristãos enfrentam, ela permanece. Tudo deve ser regado com alegria (Fp 3.1; 4.4; ITs 5.16). Uma vida cristã sem alegria não é plena. O verdadeiro cristão tem motivos de sobra para ser sempre alegre. Nas páginas do Novo Testamento, o verbo grego que traduzimos por "alegrar-se" ocorre setenta vezes, e o substantivo correspondente aparece sessenta vezes.

 

c. Paz é o que o mundo mais deseja. Só não sabe onde e como consegui-la (cf. Rm 1.7; ICo 1.3; Gl 1.3). Paz é muito mais do que um estado passivo, em que os problemas cessam temporariamente. Descreve o bem-estar e a segurança, a perfeita serenidade e tranquilidade, uma vida em que o homem tem relacionamento perfeito com o seu próximo e com Deus. De onde vem a paz? A paz foi prometida por Jesus (Jo 14.27) e provém da fé (Rm 15.13). O homem precisa crer em Cristo e, nessa confiança, deixar-se revestir da paz, que é a garantia do equilíbrio, quaisquer que sejam as circunstâncias (Fp 4.7).

 

2. As atitudes para com o próximo

(Gl 5.22)

 

a. Longanimidade significa "paciência longa", ou "grande ânimo". É a atitude de nunca perder a paciência com as pessoas, por pouco razoáveis que sejam; nem perder a esperança com relação a elas, por menos agradáveis e dóceis que pareçam (ITs 5.14). É também a atitude para com os acontecimentos, de nunca se acomodar diante da derrota nem perder a fé, por mais obscura que a situação seja; por mais que esteja perplexo ou por mais severa que se torne a correção divina.

 

b. Benignidade deve ser uma característica da vida do cristão (Cl 3.12). Sendo benigno, ele é capaz de perdoar os outros, tendo Deus como padrão (Ef 4.32). O homem que a possui se importa com o próximo (SI l 12.4-6).

 

c. Bondade é uma virtude que convém aos cristãos (Rm 15.14). Característica essa que decorre da luz (Ef 5.9) e determina a qualidade das palavras que proferimos (2Ts 2.17). Além de outras virtudes, requer-se bondade do ministro de Deus (2Co 6.6), pois ela é capaz de banir a dureza, a aspereza e a amargura, ressaltando a grandiosidade do amor maduro.

 

3. As atitudes para consigo mesmo

(Gl 5.22-23)

 

a. Fidelidade é a virtude de uma pessoa totalmente confiável, de alguém cujas palavras podemos aceitar. Jesus repreendeu os fariseus porque eram meticulosos no cumprimento das exigências rituais da lei, mas negligenciavam "a justiça, a misericórdia e a fidelidade" (Mt 23.23 NVI). Não eram, portanto, pessoas confiáveis. Os serros (empregados) são exortados a darem "prova de toda a fidelidade" (Tt 2.10).

 

b. Mansidão refere.se ao sentimento contrário a um espírito de briga. Os cristãos devem aprender a não ser altercadores, mas a darem prova de toda a "cortesia”.

 

Quando temos mansidão, tratamos os homens com cortesia. Somos capazes de repreender sem rancor, debater sem intolerância, enfrentar a verdade sem ressentimento, irar-nos sem pecar e ser humildes sem ser fracos.

 

O homem manso goza do favor especial de Deus, sendo por Ele ensinado a andar nos Seus caminhos (SI 25.9). Deus faz com que os mansos sejam conquistadores (SI 37.11) e bem-aventurados (Mt 5.5).

 

c. Domínio próprio significa temperança, autocontrole e moderação. E a maior conquista que se pode obter sobre os desejos. Pedro conclama seus leitores ajuntarem o domínio próprio com o conhecimento e a perseverança (2Pe 1.6). Ensina-nos que o verdadeiro conhecimento leva ao domínio próprio, e que do hábito do domínio próprio brota a perseverança. O cristão maduro resiste à oposição do mundo, do lado de fora, e à sedução da carne, dentro de si mesmo.

 

Se para produzir o fruto, em suas outras partes, necessitamos estar sujeitos ao Espírito, muito mais em relação a essa. Subjugar os desejos, por nós mesmos, é tarefa dificílima. Nossos impulsos e nossa impetuosidade nos tornam pessoas descontroladas, indisciplinadas. Ter domínio próprio é deixar a vontade ser controlada pelo Espírito Santo.

 

Paulo conclui a lista de virtudes espirituais com esta frase: "Contra essas coisas não há lei”. Nenhuma lei existe contra o exercício de tais virtudes. Elas são o verdadeiro cumprimento da lei de Deus.

 

Gálatas para hoje - Recorde quais são as graças que compõem o fruto do Espírito. Há alguma delas que tenha dificuldade de praticar? Como encontrar meios para fazê-lo?

 

 

  II. A conquista sobre a carne  

(Gl 5.24-26)

 

Nesses três últimos versículos do capítulo 5, o apóstolo Paulo ensina que a conquista sobre a natureza carnal pode ser obtida com duas atitudes a tomar e uma a evitar.

 

1. Crucificar a "carne"

(Gl 5:24)

 

Essa atitude é possível àqueles que são de Cristo. O crente não está mais sob o domínio da carne, mas pertence ao Senhor. Quando O recebemos como Salvador, lançamos ao pé da cruz os nossos maus impulsos e apetites - "paixões e concupiscências" - que antes nos dominavam. Isso significa que decidimos não mais agradar à nossa natureza carnal, impedindo que continue a exercer domínio sobre a nossa vida. Contudo, essa decisão precisa ser renovada, a fim de que mantenhamos a "carne" no estado de crucificada. Isso porque os nossos maus impulsos e apetites não estão mortos, mas ainda nos perseguem. Entretanto, já podemos resistir às solicitações da carne.

 

2. Andar no "Espírito"

(Gl 5.25)

 

Se os crentes têm nova vida em Cristo Jesus, têm que ter novo modo de vida: “Se vivemos no Espírito", isto é, se por obra do Espírito temos vida, então nos deixemos guiar por Ele - "andemos também no Espírito". Não basta crucificar as "obras da carne . Essa é uma atitude de negação. A nossa busca tem caráter positivo: cada vez, com maior perfeição, produzir "o fruto" do Espírito. Assim como devemos ser decididos a crucificar" a carne, empenhemo-nos a ser identificados com as coisas do Espírito (cf. Rm 8.5-6; Cl 3.1-2, Fp4.8).

 

3. Não nos deixar possuir de vanglória

(Gl 5.26)

 

Essa é a atitude a evitar. Significa não mais conservarmos opinião falsa ou vã acerca de nós mesmos, ou não ser presunçosos. Uma pessoa assim está iludida a seu respeito. Em consequência, provoca e inveja os outros. "Provocar" é desafiar outra pessoa a viver segundo o nosso ponto de vista pessoal. "Invejar" é desejar o que pertence a alguém, sem ter nenhum mérito ou direito sobre o que deseja (cf. Fp 2.3).

 

Gálatas para hoje - O que devo fazer para controlar a concupiscência da carne e produzir o fruto do Espírito? Qual é o segredo de uma vida vitoriosa? Como alcançá-la?

 

 

  Conclusão  

 

Começamos essa lição com uma análise das nove graças produzidas no crente, as quais compõem o fruto do Espírito. “Fruto” é a manifestação exterior da vida interna. Essas graças pertencem exclusivamente ao Senhor e são irradiadas nas atitudes do crente por causa da presença do Espírito Santo. Formam o caráter cristão, que vem a ser a excelência de Jesus Cristo, produzida numa pessoa regenerada, ou seja, é a marca da espiritualidade cristã.

 

Encerramos essa lição com as orientações que o apóstolo Paulo dá para que tenhamos vitória na vida cristã. Duas atitudes precisamos tomar: “crucificar a carne”, com seus deleites e desejos; e “andar no Espírito”, tornando-nos dóceis ao Seu comando dia após dia. E uma atitude precisamos evitar: a “vanglória”, que é o oposto da vida submissa a Cristo.

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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