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Leitura Diária


15.03.2021

21/03/2021 - Adultos - Perigo à Vista!

 

 

Texto Básico: Colossenses 2:16-23

 

Versículo Chave: Colossenses 2:23 “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Colossenses 2:16-17

 Terça

 Marcos 7:14-19

 Quarta

 Colossenses 2:18-19

 Quinta

 João 15:1-5

 Sexta

 Colossenses 2:20-23

 Sábado

 1Coríntios 6:11-13

 Domingo

 Hebreus 10:11-18

 

 

No texto básico desta lição, o apóstolo Paulo continua a advertir os crentes de Colossos quanto ao perigo de serem iludidos por falsas doutrinas. No afã de progredirem na vida espiritual, o que em si mesmo é saudável, aqueles irmãos poderiam entrar por um caminho arriscado. Paulo percebeu o perigo que os ameaçava, que consideraremos em três aspectos - o legalismo, o misticismo e o ascetismo.

 

 

  l. O legalismo  

(Cl 2.16-17)

 

O legalismo é a religião da realização humana. Defende que a espiritualidade é baseada nas obras ou em Cristo mais as obras. Nesse caso; a medida da espiritualidade fica na dependência daquilo que o homem é capaz de fazer. Os verdadeiros cristãos, entretanto, são aperfeiçoados em Cristo, que lhes garantiu completa salvação, perdão e liberdade.

 

1. As obrigações impostas

(Cl 2.16)

Os falsos mestres de Colossos queriam obrigar os crentes a viverem debaixo da lei judaica. O judaísmo, com as suas regras relativas à abstinência de aumentos e à observância de certos dias, impunha um pesado fardo sobre os seus seguidores (cf. Lc 11.46).

 

Paulo disse, então, aos colossenses, que não podiam voltar às práticas para as quais já haviam morrido. O cristão não pode sacrificar a liberdade que tem em Cristo para sujeitar-se a um conjunto de regras humanas. Uma vez que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.4), que sentido há em deixar-se enredar por um sistema legalista inútil? Ao escrever aos gálatas, o apóstolo lhes disse: "Para a liberdade foi que Cristo vos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão" (Gl 5.1).

 

A expressão “ninguém vos julgue" significa que o cristão colossense não devia incomodar-se com a acusação por comer certos alimentos proibidos aos judeus, nem por na guardar os dias das suas festas.

 

a. A proibição de comida e bebida - O falso ensino acerca da proibição de comida e bebida era, provavelmente, baseado nas leis do Antigo Testamento sobre os animais imundos (cf. Lv 11). Essas leis foram dadas a Israel a fim de o distinguir dos outros povos e para impedir que se misturasse com as nações ao redor. Mas os colossenses estavam debaixo da Nova Aliança e não precisavam se submeter àquelas leis da Antiga Aliança. Sobre isso, é bom examinar o que ensinou Jesus aos Seus discípulos, conforme Marcos 7.14-19. Não considerou Ele todos os alimentos "puros"?

Paulo lembrou aos romanos que "o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). A inutilidade de cumprir a lei acerca da proibição de certos alimentos está ilustrada na visão de Pedro (At 10.9-16) e formalmente ratificada pelo Concílio de Jerusalém (At 15.28-29).

 

b. A observância de certos dias - As celebrações anuais dos judeus são a Páscoa, o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos (cf. Lv 23). Sacrifícios eram oferecidos no primeiro dia do mês ou na lua nova (cf. Nm 28.11-14). Paulo cita também os "sábados", outro dia santo da antiga aliança, do qual não se exige a observância dos cristãos. Sobre isso, podemos encontrar as seguintes evidências nas Escrituras:

 

o sábado era um sinal da antiga Aliança (Êx31.16-17; Ne 9.14; Ez 20.12), portanto, aos cristãos não se exige que cumpram os sinais do antigo pacto (Hb 8.13);

 

o Novo Testamento, em nenhum lugar, recomenda que o cristão guarde o sábado;

 

os cultos na igreja primitiva eram realizados no domingo, o primeiro dia da semana;

 

não há nenhum sinal no Antigo Testamento de que Deus esperava que as nações tias observassem o sábado, nem que foram condenadas por não fazê-lo;

 

não há evidências de que se guardava o sábado antes de Moisés, nem há qualquer mandamento para o sábado, anterior à lei dada ao povo de Israel no monte Sinai;

 

o Concilio de Jerusalém não impôs a guarda do sábado aos crentes gentios;

 

Paulo, nas epístolas que escreveu, preveniu os gentios acerca de diversos pecados, mas nunca acerca da quebra do mandamento do sábado;

 

Paulo censurou os gálatas por pensarem que Deus esperava que eles observassem dias especiais, incluindo o sábado (Gl 4.10-11);

 

Paulo ensinou que guardar o sábado era uma questão de liberdade cristã (Rm 14.5);

 

10ª os pais da igreja primitiva, de Inácio a Agostinho, ensinaram que o sábado do Antigo Testamento foi abolido e que o primeiro dia da semana (domingo) era o dia em que os cristãos deveriam encontrar-se para prestar culto a Deus. Isso contraria o argumento de alguns de que o culto dominical somente foi instituído no quarto século (cf. MacArthur, p.118-119).

 

2. A sombra deu lugar à realidade

(Cl 2.17)

As leis sobre alimentos proibidos, celebrações, sacrifícios e guarda do sábado eram apenas "sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Uma sombra não faz a realidade; a realidade é que faz a sombra. Jesus Cristo é a realidade para a qual a sombra apenas aponta (cf. Hb 10.1). Cristo realizou, uma vez por todas, aquilo que a religião judaica prefigurava (Hb 9.9-12). Não há sentido em continuar com a "sombra", uma vez que a realidade já é presente. O certo é que a salvação e a verdadeira espiritualidade não dependem de guardarmos regras (o que seria semelhante a obras), e sim em termos confiança no sacrifício de Cristo, e com Ele mantermos relacionamento íntimo.

 

Colossenses para hoje - Será que você tem a tendência de ser legalista na prática da sua fé. Será que a sua atitude é a do legalista que, ao considerar as sombras da lei, se esquece do Cristo que a lei prefigurava?

 

 

  II. O misticismo  

(Cl 2.18-19)

 

O misticismo religião pode ser definido como a busca de uma intensa experiência religiosa subjetiva. Ê a crença de que a realidade espiritual pode ser percebida sem o concurso do intelecto humano e dos sentidos naturais. Os místicos procuram a verdade internamente, valorizando sentimentos, intuições e outras sensações internas, mais do que dados objetivos, observáveis e externos. Os falsos mestres de Colossos proclamavam uma mística união com Deus.

 

1. Cuidado!

(Cl 2.18)

A advertência começa com a expressão "ninguém se faça árbitro contra vós outros". Aqueles mestres assumiam o papel de juízes espirituais e desqualificavam os colossenses que não seguiam suas regras. O fato de suporem ser humildes era a maneira de esconderem o próprio orgulho. Os meios usados pelos místicos de Colossos eram os seguintes.

 

a. O culto aos anjos - Pretextando ser humildes, os falsos mestres de Colossos diziam que não ousavam aproximar-se de Deus a não ser por meio de hostes de seres intermediários. Isso contraria o ensino bíblico: "Há um só Deus e um só Mediador”... (1Tm 2.5). A Bíblia proíbe a adoração de anjos, nas palavras de Jesus, quando Satanás (um anjo) Lhe propôs que o adorasse: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto" (Mt 4.10). Os anjos adoram a Deus, como Isaías mostrou na sua visão (Is 6. 1-4). Quando o evangelista João quis adorar um anjo, foi advertido para não o fazer (Ap 19.10; 22.8-9).

 

b. As visões - Os herétícos de Colossos se firmavam em coisas que supunham ter visto. Eles "valorizavam exageradamente as suas experiências emocionais e iluminações particulares, comparando-as com a fé histórica" (Comentário Bíblico Broadman, v. 11, p.291). Não há necessidade de revelações extrabíblicas por meio de visões, porque "havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho..." (Hb 1.1-2).

 

c. A mente carnal - "Enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal” significa inchado, sem razão de ser, pelo entendimento dominado por sua carnalidade (cf. Ef 4.17). A humildade que mascara a arrogância intelectual é falsa (cf. Tg 3.13-17).

 

2. Retenha a cabeça

(Cl 2.19)

Tendo ultrapassado a doutrina de Cristo (2Jo 9), os falsos mestres de Colossos foram descritos como "não retendo a cabeça" (Cl 1.19). Reter a cabeça significa estar consciente do fato de que Cristo é a Cabeça e de que é necessário viver na dependência Dele. O sentido desse versículo é fundamentalmente o seguinte: não há vida real para o cristão fora de Cristo. A igreja é um corpo, unido organicamente e suprido por estar ligado à Cabeça viva. Não é um amontoado de corpos reunidos por um credo comum. O corpo somente experimenta o crescimento espiritual pela união com Cristo (jo 15.4-5).

 

A natureza humana tem a tendência de trocar a objetividade pela subjetividade – a mudança do foco de Cristo para a experiência. Hoje se nota a presença do misticismo nos movimentos em que as Escrituras são colocadas em segundo plano, dando-se mais importância a visões e revelações.

 

 Colossenses para hoje  - Você se deixa levar por aqueles que anunciam outros meios para o crescimento espiritual, fora do conhecimento de Cristo, pela Sua Palavra?

 

 

  III. O ascetismo  

(Cl 2.20-23)

 

O ascetismo é um tipo de moral filosófica que prega o desprezo ao corpo e às sensações corporais, e que tende a assegurar, pelos sofrimentos físicos, o triunfo do espírito sobre os instintos e as paixões. Uma pessoa ascética impõe a si mesma rigorosas limitações. Os hereges de Colossos tentavam alcançar a justiça divina pela autorrestrição.

 

1. Um sistema religioso mundano

(Cl 2.20-22)

A palavra rudimentos é a tradução de stoicheia (grego) e pode referir-se aos ritos, cerimônias e ordenanças judaicas pelas quais se pretendia obter o favor de Deus, ou, mais provavelmente, as forças do universo, como o fogo, a terra e a água, a influência das estrelas e outros supostos poderes que a superstição tem usado para aprisionar o espírito dos homens, incluindo os poderes demoníacos. Tais poderes ou espíritos eram adorados, dentro do sistema religioso pregado pelos falsos mestres em Colossos. Os crentes já se tinham livrado das supostas exigências dos "rudimentos do mundo", ou daquele tipo de religião rudimentar (cf. Cl 1.13). Por que haveriam, então, de praticar aquelas regras humanas elaboradas para promover a espiritualidade? Praticar o ascetismo era adotar um sistema religioso mundano.

 

Sendo uma religião mundana, o ascetismo é orientado por um conjunto de regras: "Não manuseies... não proves... não toques...”: O asceta se sujeita à abstenção, a uma disciplina rigorosa, por causa do medo de perder a sua espiritualidade. Paulo se opõe a essa piedade ascética falsa e deixa claro o ensino aos colossenses.

 

2. A impotência do ascetismo

(Cl 2.23)

 

a. "Tem aparência de sabedoria - "Regras e regulamentos para ordenar as funções e os apetites do corpo humano têm uma espécie de atração. Parece que oferecem uma vida de autodisciplina e de domínio sobre os instintos" (Martin, p.108). Talvez Paulo estivesse se referindo ao valor que era atribuído à renúncia como a condição para receber uma visão (cf. v.l8).

 

b. E "culto de si mesmo" - Seria a adoção de uma forma de adoração que as pessoas definiam como certa. Uma religião de fabricação própria, cu o deus também é criado ao modo dos seus adoradores.

 

c. E de falsa humildade" - Fingiam ser humildes demais para falarem diretamente com Deus, e por isso criavam os seus mediadores.

 

d. E "de rigor ascético" - Refere-se à crença de que, torturando a si mesmos, estariam aptos a alcançar um nível mais alto de santidade.

 

e. "Não tem valor algum contra a sensualidade" - Os sistemas religiosos sempre falham na tentativa de melhorar o homem por dentro. Embora deem a impressão de que a carne pode realizar algo de bom para merecer o favor de Deus, não conseguem restringir as paixões e os desejos carnais.

 

 

  Conclusão  

 

  • Cristo é o fim do legalismo, porque Ele é o fim da lei (Rm 10:4), no sentido de que, cumprindo o seu propósito de conduzir-nos a Cristo, ela já não tem poder sobre nós (Rm 8:1-2).

 

  • Cristo é o remédio para o misticismo. Aqueles que encontram tudo em Cristo não mais precisam procurar outro conhecimento ou experiência em qualquer lado. Cristo e a Sua Palavra são plenamente suficientes.

 

  • Cristo é a negação do ascetismo. O sacrifício realizado no Calvário é eficaz para a nossa salvação, e qualquer objeto ou ação que queiramos acrescentar é o mesmo que contestar o poder da cruz (Hb 10:14).

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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