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Leitura Diária


29.03.2021

04/04/2021 - Adultos - A vida do novo homem

 

 

Texto Básico: Colossenses 3:18 – 4:18

 

Versículo Chave: Colossenses 4:6 “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para sabermos como deveis responder a cada um.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Colossenses 3:18-21

 Terça

 Efésios 5:22:24

 Quarta

 Efésios 5:25-31

 Quinta

 Colossenses 3:22-4:1

 Sexta

 Efésios 6:5-9

 Sábado

 Colossenses 4:2-6

 Domingo

 Colossenses 4:7-18

 

 

O apóstolo Paulo continua com as implicações da nova condição de vida do crente. Para o novo homem, Cristo deve ter a primazia em tudo, inclusive em mfluenciar as relações pessoais. O novo homem deve causar algum impacto na sociedade em que vive, não apenas com palavras, também com a maneira de viver.

 

 

  l. Nas relações familiares  

(Cl 3.18-21)

 

Nessa passagem, Paulo nos fornece instruções breves e diretas sobre as atitudes do cristão no seu relacionamento familiar: entre marido e esposa, e entre filhos e pais.

 

1. A conduta das esposas

(Cl 3.18)

A recomendação às esposas é que sejam "submissas ao próprio marido" (cf. Ef 5.22). O princípio da autoridade e da submissão no relacionamento conjugal é fundamentado no Novo Testamento (cf. 1Co 14.34-35; 1Tm 2.11-15; 1Pe 3.5-6). É preciso entender, o sentido da expressão "ser submissa a", no presente texto. Trata-se da tradução do verbo hupotasso e significa "submeter-se a si mesma". A mulher deve colocar-se voluntariamente "sob". O mesmo verbo é usado para a submissão de Jesus aos Seus pais (Lc 2:51) e para a submissão do cristão às autoridades (Rm 13.1,5). Em ambos os casos, a submissão é estabelecida por Deus. A mulher deve entendê-la como um dever cristão e aceitar o seu lugar na ordem prescrita pelo Senhor para a família (cf. 1Co 11.3-9).

 

É proveitoso ressaltar o seguinte.

 

a. Submissão não implica inferioridade. Claramente a Bíblia afirma que a espiritualidade não é diferente entre homem e mulher (Gl 3.28). Jesus Se submeteu ao Pai durante a Sua vida na terra, apesar de não ser inferior a Ele.

 

b. A submissão não é absoluta. A obediência, nessa passagem (Cl 3.18-21), é exigida dos filhos e dos servos (empregados). Há vezes quando a esposa crente deve recusar-se a fazer a vontade do marido (quando tais desejos violam a palavra de Deus).

 

c. A autoridade do marido não deve ser exercida de maneira autoritária, prepotente. A submissão da esposa tem lugar no contexto de um relacionamento amoroso.

 

2. A conduta dos maridos

(Cl 3.19)

 

a. Amar a esposa. A natureza desse amor encontra-se expressa em Efésios 5.25-30. O imperativo agapate (amai) está no tempo presente, o que indica uma ação contínua. Não se trata, pois, de uma atitude que seja fruto de paixão ou emoção, mas de uma escolha, um pacto de amor. O amor que existe no princípio do casamento deve permanecer (Pv 5.18).

 

b. Não tratá-la com amargura. Significa: não ter o hábito de ficar amargurado contra a esposa, de modo a guardar ressentimentos ou ter atitudes ásperas contra ela. Pedro ensina que a esposa deve ser tratada "como parte mais frágil" e "com dignidade" (1Pe 3.7).

 

3. A conduta dos filhos

(Cl 3.20)

 

Dos filhos é requerida a obediência (cf. Ef6. l). A forma grega do imperativo "obedecei" demanda obediência contínua, enquanto os filhos estiverem vivendo em casa. Os filhos devem obedecer aos pais "em tudo". O único motivo para um filho desobedecer aos pais é quando lhes obedecer implica contrariar a Deus. Jesus previu que filhos haveriam de separar-se dos pais por amor a Ele (Lei 2.51-53). O dever dos filhos honrarem os pais e obedecerem a eles é ensinado repetidamente nas Escrituras (cf. Êx 20.12; 21.15-17; Lv 20.9; Dt 21.18-21; Pv 1.8; 6.20; 30.17) . A desobediência aos pais é marca da sociedade decadente (cf. Rm 1.28-30; 2Tm 3.1-2).

 

4. A conduta dos pais (homens)

(Cl 3.21)

 

A orientação dada aos pais é no sentido de que não irritem seus filhos (cf. Ef 6.4). Os pais não têm o direito de repreendê-los continuamente, deixando-os desanimados. Há algumas atitudes dos pais que abatem o espírito dos filhos.

 

a. Fazer exigências irritantes, que não levam em conta a inexperiência da criança.

b. Revelar incoerência no trato com os filhos (excessiva severidade versus extrema complacência).

c. Humilhar e oprimir.

d. Fazer uso da ironia e da ridicularização.

e. Aplicar a norma enganosa do "faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço".

 

Há um lugar para a disciplina dos filhos, mas nunca deve ser arbitrária nem rude. A disciplina equilibrada e controlada, que não seja excessivamente severa, deve ser aplicada (Pv 13.24; 22.15). É preciso que os filhos conheçam a razão da disciplina, e que o disciplinado!- esteja no controle de si mesmo.

 

 Colossenses para hoje  - Deus exige que o pai cristão seja responsável pelo governo da casa e também pelo treinamento espiritual dos filhos. Em outras palavras, o pai deve ser o sacerdote do lar. Você, que é pai, está exercendo sua função de sacerdote do seu lar?

 

 

  II. Nas relações entre empregados e patrões  

(Cl 3.22-4.1)

 

Essas recomendações de Paulo foram dirigidas a crentes que viviam num contexto social bem diferente do nosso. Havia escravos (servos) e senhores. Contudo, encontramos aqui princípios que podem ser aplicados no relacionamento entre empregados e patrões.

 

1. A conduta dos empregados

(Cl 3.22-25)

Como convém ao empregado cristão proceder no relacionamento com seu patrão?

 

a. Com obediência (v.22, Ef 6.5-6) - Exige-se do empregado obediência ao seu empregador, quer seja ele bom ou mau. Se é um cristão, não se justifica a atitude de não acatar ordens do seu “senhor segundo a carne" ou ser-lhe rebelde. Deve obedecer a ele "em tudo". De que maneira?

 

Conscienciosa - Não trabalhar apenas quando o chefe está olhando, nem se satisfazer com o trabalho mal feito.

 

Respeitosa - "com temor". Revela o reconhecimento da autoridade do patrão, como se estivesse diante do Senhor. É o temor a Deus que motiva o empregado cristão à obediência.

 

Sincera - "com singeleza de coração". O servo cristão deve servir com espírito íntegro, sem hipocrisia nem segundas intenções, e com honestidade.

 

b. Para agradar a Deus (v.23) - o objetivo primeiro do servo cristão é agradar a Deus. E possível, ao desempenhar as mais simples tarefas, estar também a serviço do Senhor. O trabalho é feito de maneira dedicada (Ef 6.7).

 

Servos cristãos não podem trabalhar de forma displicente, sem pôr o coração naquilo que fazem.

 

c. Certo da recompensa (v.24, Ef 6.8) - O empregado cristão deve servir para agradar a Deus, porque Ele certamente não o deixará sem a devida recompensa. Nenhuma boa obra ficará sem galardão, e nenhuma obra má ficará sem a devida reprovação!

 

2. A conduta dos patrões

(Cl 4.1)

É necessário que os patrões também manifestem a nova vida no relacionamento com os empregados. Como fazê-lo?

 

a. De igual modo - Devem tratar "os servos com justiça e com equidade”. O proceder dos empregadores deve ter a mesma motivação e as mesmas qualidades do proceder dos empregados. Se o senhor espera receber respeito, demonstre respeito; se espera receber serviço, valorize o serviço.

 

b. Sem opressão - Os senhores não devem abusar da posição de autoridade para fazer ameaças de castigo. Tais armas são as que os poderosos impõem contra os indefesos. E um relacionamento nessas bases não é humano e muito menos cristão.

 

c. Com temor ao Senhor - Do mesmo modo que o serviço do empregado tem o propósito principal de agradar ao Senhor, os patrões devem agir certos de que também têm "Senhor no céu".

 

 Colossenses para hoje  - Servos cristãos não podem trabalhar de forma displicente, sem pôr o coração naquilo que fazem.

 

 

  III. No uso da fala  

(Cl 4:2-6)

 

Nesse texto, Paulo continua a discussão sobre  homem em Cristo, enfatizando duas áreas da fala: a que usamos para falar com Deus na oração, e a que usamos para falar aos outros acerca de Deus.

 

1. Falar com Deus acerca das pessoas

(Cl 4.2-4)

O apóstolo começa com um conselho de ordem geral sobre a oração - "perseverai na oração, vigiando com ações de graças" (v.2). Podemos extrair daqui três componentes da oração.

 

a. Persistência (v.2) - Que significa manter-se fiel à oração, orar contínua e constantemente (cf. 1Ts 5.17). A oração não deve ser ocasional, feita numa emergência, quando toda a providência humana tenha falhado, mas como hábito da vida diária.

 

b. Vigilância "com ações de graças” (v.2) - Conservar espírito vigilante e coração grato na oração. Por meio do espírito vigilante, o cristão se expressa de modo coerente, com as palavras que indicam o seu real anseio diante de Deus. Com gratidão, demonstra ao Senhor o reconhecimento da Sua misericórdia e dos Seus poderosos atos.

 

c. Súplica (v.3-4) - Paulo faz aos colossenses um pedido de intercessão por ele e seus companheiros na obra missionária. Naquela época, ele estava algemado (v.3,18), por causa da sua mensagem como pregador cristão. Mesmo assim, Paulo pede que orem para que Deus lhe dê oportunidade de anunciar o evangelho.

 

2. Falar às pessoas acerca de Deus

(Cl 4.5-6)

Agora Paulo faz uma rápida recomendação sobre o comportamento do novo homem para com "os de fora", isto é, os que ainda não desfrutam da salvação em Cristo. Falar-lhes exige as seguintes qualidades.

 

a. Sabedoria (v.5) - é requerida em outras partes nesta epístola. Tal sabedoria é a compreensão da vontade divina e a resolução no sentido de cumpri-la, a fim de também anunciá-la (cf. Cl 1.9-10,28; 2.3; 3.16). É prática e realista. Paulo defendia que o novo homem fosse sábio, e não andasse em astúcia, como os falsos mestres.

 

b. Senso de oportunidade (v.5) - implica o aproveitamento de todas as situações que surgem no presente momento, ou pleno uso do tempo (cf. Ef 5.16).

 

c. Palavra agradável (v.6) - é uma palavra graciosa, doce, não ofensiva, "temperada com sal" significa palavra pertinente, interessante, não insípida ou vazia. Indica o uso das palavras adequadas para transmitir a cada pessoa as verdades do evangelho (cf. 1Pe 3.15).

 

 Colossenses para hoje  - Paulo creu que todos os cristãos têm obrigação de pregar o evangelho àqueles que ainda não foram alcançados por Cristo Mas, ao mesmo tempo, reconheceu que um comportamento cristão exemplar era necessário para atrair homens e mulheres a Cristo, especialmente no uso agradável da nossa fala.

 

 

  IV. Recomendação e saudações  

(Cl 4.7-18)

 

É admirável o modo como Paulo faz referência aos companheiros na fé.

 

1. A recomendação de dois homens

(Cl 4.7-9)

Tíquico levaria a Colossos a carta e as informações a respeito de Paulo, e o consolo aos irmãos (v.7-8). Ele era homem com o coração de servo, reconhecido pelas igrejas (cf. At 20.4; Ef 6.21). O companheiro de viagem de Tíquico seria Onésimo (v.9).

 

2. As saudações pessoais

(Cl 4.10-18)

Alguns homens enviaram saudações à igreja de Colossos: Aristarco, homem de coração compassivo (v.10). Era de Tessalônica (At 20.4). Esteve com Paulo em outras ocasiões (At 19.29) e se encontrava com o apóstolo quando enviado como prisioneiro a Roma (At 27.2). Marcos (v. 10), primo de Barnabé, filho de Pedro na fé (IPe 5.13), que mais tarde escreveu o evangelho que tem o seu nome. Jesus, conhecido por Justo (v.11), homem dedicado, de quem não temos outra referência. Esses eram cristãos que cooperavam e consolavam Paulo, enquanto esteve em prisão domiciliar em Roma.

 

Além dos três primeiros, é mencionado Epafras, o pastor da igreja de Colossos (cf. 1.7) que assistia também às igrejas de Laodiceia e de Hierápolis. Contava Paulo com a companhia de Lucas, "o médico amado" (v. 14), que esteve com o apóstolo até o fim da vida (2Tm 4.11), e que, encontrando-se em Roma, enviava saudações aos colossenses. Também é mencionado Demas, sem nenhum comentário ou louvor (v. 14). Embora se encontre relacionado entre os cooperadores de Paulo (Fm 24), a última referência feita a ele é que abandonou Paulo, por ter "amado apresente século" (2Tm 4.10).

 

3. As recomendações finais

(Cl 4.15-18)

Paulo envia ainda saudação à igreja de Laodiceia, cita Ninfa, que hospedava a igreja em sua casa (v.15). A igreja dos colossenses também se reunia na casa de Filemom (Fm 2). A seguir, o apóstolo pede que a carta endereçada aos colossenses fosse também lida na igreja dos laodicenses, e que a enviada a Laodiceia fosse lida em Colossos (v. 16). Nem todas as cartas enviadas às igrejas sobreviveram, a dirigida a Laodiceia é uma delas.

 

Uma recomendação é feita a Arquipo, membro da casa de Filemom (Fm 2), provavelmente seu filho. Não sabemos qual era o seu "ministério", mas o que Paulo solicita é que o cumpra, pois o havia recebido do Senhor (v. 17).

 

Finalmente, Paulo se despede, dizendo que assinava a saudação, certamente para evitar as falsificações (v. 18). O texto da carta deve ter sido escrito por um dos seus amanuenses, como Tércio (Rm 16.22). O apóstolo pede que a igreja se lembre das suas "algemas", não para provocar o sentimento de piedade dos leitores, mas para que respeitassem a sua autoridade como prisioneiro por amor ao evangelho, e pregador aos gentios.

 

“A graça seja convosco" encerra a epístola. Em poucas palavras, Paulo expressa a confiança de que a graça de Deus sustentará e defenderá a Sua igreja.

 

 Colossenses para hoje  - Como é bom ter amigos cristãos com quem podemos compartilhar as bênçãos do Senhor e que podem ser uma bênção para o nosso andar cristão. Cultive tais amizades!

 

 

  Conclusão  

 

Destaquemos o espírito de Colossenses. Os dois últimos capítulos tratam do “andar” cristão. Sempre corremos o reisco de adotar uma pretensiosa super espiritualidade, apenas aparente, que é seguida de uma decadência visível na santidade cristã pratica.

 

Paulo nos indica Cristo como a mais elevada de todas as inspirações para a santificação da conduta.

 

Há três tempos da união do crente com Cristo, indicados em Colossenses 3:1-4:

 

  • Passado: “Se fostes ressuscitados com Cristo”;
  • Presente: “A vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus”;
  • Futuro: “Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória”.

 

Que possamos, pois, colocar nossos pensamentos nas coisas celestiais, não em qualquer sentido fantasioso e simplesmente místico, mas como um recurso para alcançar a santidade prática! A graça seja convosco!

 

 

 

 

 

Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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