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Leitura Diária


13.10.2020

18/10/2020 - Adultos - Daniel e os três amigos

 

 

Texto Básico: Daniel 1:1-21

 

Texto Devocional: Salmo 47:1-9

 

Texto Chave: Daniel 8: “Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Daniel 1:1-21

 Terça

 Salmo 78:1-7

 Quarta

 2Timóteo 3:12-17

 Quinta

 Mateus 5:13-16

 Sexta

 Salmo 119:9-16

 Sábado

 1Coríntios 8:1-13

 Domingo

 Salmo 46:1-11

 

Daniel viveu em tempos tumultuosos. No tempo dele, o domínio da Assíria chegou ao fim. A Babilônia, sob Nabucodonosor, veio a ser grande império que incluía não só a Mesopotâmia, mas também toda a Palestina e até o Egito. E ele ainda viveu para presenciar pessoalmente o início do império dos persas. Desde jovem estava sempre no centro político do mundo de então, ativo na administração imperial, orientando os governantes e merecendo muita confiança da parte deles.

 

 

  I. Ezequiel e Daniel  

 

Ezequiel, por nascimento e convicção, era sacerdote. Todo o ministério sacerdotal, seja no tabernáculo ou no templo, era simbólico. Dos sacerdotes da antiga aliança se diz: “os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes" (Hb 8.5). Ezequiel profetizava como sacerdote. Seu primeiro ministério era o cuidado pastoral dos exilados, porque entre eles estava o restante fiel pelo qual a nação seria restaurada, e os ascendentes do Cristo, Rei e Salvador vindouro. O Senhor lhe avisou: "tu não és enviado a um povo de estranho falar nem de língua difícil, mas à casa de Israel... Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte" (Ez 3.5,17).


Daniel teve um ministério diferente. Era do grupo de reféns que Nabucodonosor mandou levar de Judá para Babilônia, "alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres" (Dn 1.3). Não era sacerdote, mas a sua família devia ter elementos ligados ao governo de Judá. Como Ezequiel, foi deportado, mas Deus queria dele outro serviço. Não foi mandado a fim de declarar tudo a seus contemporâneos judeus. Ao contrário, recebeu a ordem: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim"; e ainda, "Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim" (Dn 12.4,9). Daniel agiu como servidor público e escreveu como estadista, interpretando os reinos do mundo e o reino de Deus.

 

 

  II. Daniel levado ao palácio imperial  

 

1. Ele e os três colegas foram levados para o coração do império por ordem de Nabucodonosor. Não estavam "fazendo carreira"! Ninguém discutia as ordens desse rei. Sua autoridade era absoluta e tinha que ser respeitada.

 

2. As qualidades físicas e intelectuais dos quatro jovens eram excelentes: "jovens sem nenhum defeito, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei" (Dn 1.4).

 

3. Daniel evidentemente fora criado em família que temia a Deus. Por isso, "resolveu não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia” (Dn 1.8). Como poderia contaminar-se comendo e bebendo as iguarias mandadas da mesa do rei? Essas provavelmente incluíam carnes proibidas pela lei de Moisés (Lv 3.17;11.1-20). É possível que também fossem oferecidas aos ídolos da Babilônia (compare com Nm 25.1-3; 1Co 10.21).

 

 

  III. 0 curso de estudo estabelecido pelo rei  


Daniel e seus amigos deveriam aprender "a cultura e a língua dos caldeus" (Dn 1.4), outra versão diz: a língua e a literatura dos babilônios" (Dn 1.4 NVI). Essa cultura era um mundo novo para os jovens judeus. "A literatura acumulada dos caldeus incluía presságios, encantações mágicas, orações e hinos, fórmulas científicas para a arte de fazer vidro, matemática e astrologia" (Daniel - introdução e comentário, Joyce G. Baldwin, Edições Vida Nova, p.80).


O ideal de Nabucodonosor era reconstituir a grandeza antiga dos caldeus. Grande administrador e conquistador, ele é relembrado principalmente pelas construções magníficas. Os jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, foram obra dele para a esposa predileta sentir menos saudades da terra natal. Para as obras e a administração do império, o rei aproveitava não só o trabalho escravo, mas também a inteligência dos povos conquistados.

 

1. Daniel e seus colegas nesse novo ambiente

O culto aos deuses de lá e a prática de magia, astrologia e encantamentos eram totalmente proibidos a qualquer judeu piedoso (Êx 20.3-4; Lv 19.26,31). A visão do mundo pela teologia babilônica era deturpada e corrupta. O preparo espiritual já recebido em casa, antes de serem deportados, foi essencial para os jovens resistirem a tudo aquilo sem serem também corrompidos.


Ao mesmo tempo, Deus os havia trazido para a Babilônia a fim de ser Suas testemunhas. Por meio deles, o próprio imperador saberia quem realmente domina no mundo dos homens, e todos os seus súditos também. Veja, por exemplo, a declaração real em Daniel 4.1-3.


Para trabalhar e testemunhar, com impacto, numa cultura diferente é preciso conhecer e entender essa cultura.

 

2. Implicações para hoje

No mundo de hoje, os filhos dos cristãos têm que fazer vários cursos. Como pais, estamos cuidando que os meninos aprendam a palavra de Deus em casa e na escola bíblica de tal maneira que fiquem protegidos de ensinos falsos lá fora ou da internet?


a. O jovem profissional, hoje em dia, geralmente precisa cursar muitas matérias em escolas e faculdades com professores ateus ou espiritualistas. Ele precisa ter boa base bíblica para enfrentar e avaliar todas as questões levantadas nas aulas e leituras. Ao adquirir os conhecimentos essenciais para a sua área, precisa manter os valores revelados de Deus, confiando em Cristo, pois "Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento" (Cl 2.3 NVI).


b. Quem faz missão em país estrangeiro, em língua diferente da materna, tem que conhecer e entender o idioma, a cultura e os costumes do outro país. Sem isso não será ouvido nem respeitado, e não poderá comunicar o evangelho em termos compreensíveis aos ouvintes. É necessário conhecer a realidade daquele que evangelizamos. Como já se observou: "Quem quer ensinar latim ao Chiquinho. tem que conhecer bem o latim e o Chiquinho”.


Daniel, Hananias, Misael e Azârias tinham o essencial preparo espiritual para viver no meio de uma cultura muito diferente, e ainda tiveram oportunidade de aprender tudo sobre essa cultura sem ser por ela corrompidos. Assim, o testemunho deles teve grande impacto na Babilônia e através daquele vasto império.

 

3. A primeira prova

Logo que chegaram ao palácio, os quatro jovens precisaram reafirmar fé e obediência ao seu Deus. Foi-lhes designado alimento muito especial, o mesmo usado pelo próprio rei. Se não o recebessem, e a saúde e a aparência deles deteriorassem, o oficial responsável pagaria com a vida. Ele foi muito franco: "Por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade? Assim, poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei” (Dn 1.10). A justiça de Nabucodonosor era sumária e cruel.


a. A situação dos jovens

Longe de casa, sem contato com as famílias, até recebendo nomes babilônicos, e rodeados de uma cultura totalmente diferente daquela em que foram criados, a tentação de simplesmente concordar com tudo devia ser enorme.


b. Como enfrentaram o desafio

(1) “E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia" (Dn 1.8 ARC). Para o hebreu, o coração é a sede da vontade, onde se tomam as decisões da vida. "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23). É no coração que o Senhor escreve a Sua vontade para aqueles que estão em aliança com Ele (SI 40.8; Hb 8.10.) Daniel tornou posição imediatamente.

 

(2) O seu exemplo ajudou os outros três, pois é evidente que todos o acompanharam em recusar a comida do rei.

 

(3) Daniel falou educadamente com o oficial responsável que deveria fornecer todas as suas refeições. Com sabedoria propôs um teste para acalmar o medo do homem: "Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com os teus servos" (Dn 1.12). Deu certo! Não se contaminaram com comida e bebida que a lei de seu Deus proibia, e, "no fim dos dez dias, a sua aparência era melhor, estavam eles mais robustos do que todos os ]i que comiam das finas iguarias do rei" (Dn 1.15).


Quando se torna necessário "fincar pé" por causa do testemunho cristão, fazemos isso educadamente?


A firmeza deles nessa prova da fé serviu para terem firmeza ainda maior nas provas que haviam de se seguir. Enfrentaram até a fornalha de fogo e a cova dos leões com coragem pois sabiam em Quem criam.

 

c. Como isso nos afeta hoje?

 

(1) Quando surge uma situação constrangedora na escola ou na empresa, em que se pede conivência em algum procedimento desonesto ou injusto, o cristão tem que se firmar nos valores de Deus, mesmo arriscando-se a perder o emprego ou a não conseguir o diploma de que tanto precisa.

 

(2) O nosso testemunho firme e claro ajuda os nossos irmãos a também terem um testemunho não equivocado.

 

(3) Cada tentação vencida hoje nos fortalece para vencer os ataques maiores de amanhã.

 

(4) Pelas decisões certas, dia após dia, o nosso caráter cristão amadurece (Tg 1.2-4).

 

 

  IV. A ação de Deus na vida desses jovens  

 

1. Como Deus deixou bem claro para Daniel, Ele cuidava de Seus servos mesmo no exílio. Seu poder e autoridade não se limitavam à terra de Judá.

 

2. Daniel e seus colegas teriam que cursar todas as matérias exigidas pelo rei, “a cultura e a língua dos caldeus". Em si só isso não seria suficiente para o serviço que Deus projetava para eles naquele ambiente. Deus não só os capacitava para fazer excelente curso, mas também dava-lhes dons. “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria, mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos" (Dn 1.17).

 

3. Daniel foi contemplado por Deus com “espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis" (Dn 5.12), ia cultura da Babilônia. Na Babilônia de Nabucodonosor, como no Egito dos dias de José, os sonhos eram um meio reconhecido dos deuses se comunicarem com os homens. O Faraó de então, e Nabucodonosor mais tarde, receberiam comunicações de Deus em sonhos. Precisariam não só de alguém que interpretasse os sonhos, mas que também desse conselhos adequados ao monarca após a interpretação. Assim Deus preparou Seus servos para essa importante missão transcultural.

 

 

  V. A ação de Nabucodonosor  

 

1. A prova final do curso

Após três anos de curso intensivo, os jovens fizeram a prova final. A banca examinadora era o próprio Nabucodonosor, "o rei falou com eles" (Dn 1.19), com todos os jovens e, sem dúvida, tiveram que responder!

 

2. O resultado

O rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. Em toda matéria de sabedoria e inteligência sobre o que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino" (Dn 1.19- 20).

 

 

  Conclusão  

 

Vários aspectos da vida com Deus chamam atenção nessa passagem de Daniel.
 

1. Assegurar que os nossos filhos, ou alunos de escola bíblica, conheçam e obedeçam à vontade de Deus revelada nas Escrituras. Isso dá grande e valioso fruto na vida deles, mesmo depois de ficarem longe de nós.

 

2. Fidelidade a Deus em todas as áreas da nossa vida: pessoal, familiar, ou profissional! Podemos contar com Ele para nos direcionar.

 

3. Firmeza no testemunho, especialmente em circunstâncias difíceis, ajuda os nossos colegas cristãos a manterem-se firmes.

 

4. Deus nos capacita para causar impacto santo e eficaz no ambiente social. O profissional cristão tem que ser bom profissional. O estudante cristão tem que ser bom estudante para causar esse impacto na escola e na sala de aula. "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens" (Cl 3.23).



 

 

 

 Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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