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Leitura Diária


19.10.2020

25/10/2020 - Adultos - O primeiro sonho de Nabucodonosor

 

 

Texto Básico: Daniel 2:1-49

 

Texto Devocional: Salmo 47:1-9

 

Texto Chave: Daniel 2:20-21: “Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Daniel 2:1-13

 Terça

 Daniel 2:15-23

 Quarta

 Efésios 6:10-18

 Quinta

 Gênesis 41:10-41

 Sexta

 Mateus 26:62-68

 Sábado

 Apocalipse 1:4-8

 Domingo

 Salmo 46:10-10

 

No capítulo anterior, lemos como Deus deu a Daniel "inteligência de todas as visões e sonhos" (Dn 1. 17). Assim o equipava para desenvolver seu importante ministério naquela cultura. Os reis e os sábios do Egito e da Babilônia não tinham Bíblia como nós temos. Precisavam de um Daniel que explicasse aquilo que o Deus verdadeiro comunicava, como acontecera séculos antes com o Faraó do Egito, que só entendeu o que Deus lhe comunicara por causa da interpretação de José (Gn 41).

 

 

  l - Sonhos e desculpas  

(Dn 2.1-11)

 

1. Os sonhos na cultura dos caldeus


a. Na crença dos babilônios, os sonhos eram o meio dos deuses estabelecerem comunicação com os homens.


b. Se alguém sonhasse, mas se esquecesse do sonho, corria perigo de sofrer castigo de seu deus. “Se um homem não consegue lembrar o sonho que viu, seu deus está irado com ele" (Antigo texto babilônico). Não foi sem razão que "No segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono" (Dn 2.1). Como no Egito antigo, os sonhos eram considerados uma manifestação da vontade e do conselho divino, era erro muito grave desacatar a autoridade de seu deus.

 

c. Havia na Babilônia “os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus" (Dn 2.2). Eram os peritos em tudo que se tratava de magia, interpretação de sonhos, astrologia e assuntos afins. Os caldeus, originariamente uma raça do sul da Mesopotâmia, cuja antiga glória Nabucodonosor queria restaurar, eram nos dias de Daniel os astrólogos. Desde a antiguidade, eram astrônomos e astrólogos. As atividades desse grupo eram também praticadas no Egito, onde Moisés os enfrentou (Êx 7.11,22; 8.7,18-19; 2Tm 3.8).

 

d. O sonho de Nabucodonosor (Dn 2.1)

 

(1) O rei dormiu muito preocupado com relação ao futuro. Que seria do seu vasto império? Então, em sonho, viu uma grande estátua, de muito esplendor, mas cuja aparência atemorizava. A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as pernas de ferro, e os pés em parte de ferro e em parte de barro. Enquanto ele olhava, uma pedra foi cortada, mas não por mãos humanas, e bateu nos pés da estátua, derrubando-a. Toda a estátua foi esmiuçada e virou pó que o vento levou, sem deixar vestígio. Mas a pedra se tornou uma montanha que encheu a terra toda.

 

(2) Mais preocupado ainda, o rei chamou seus peritos para interpretarem. Acostumado ao poder absoluto, exigiu o sentido do sonho. Se não o dessem, sofreriam morte cruel.


Daniel para hoje → Toda pessoa sonha. Será que todo sonho é uma mensagem que Deus está enviando às pessoas? Por quê? Como discernir?

 

2. As desculpas dos "peritos"

(Dn 2.2-11)


Os magos, os encantadores, os adivinhadores e os caldeus constituíam provavelmente a classe social mais alta da região, e eram de muita influência. Não podiam interpretar, porém, o que não lhes fora contado. Vejamos as desculpas deles em Daniel 2.10-11.


a. Em afirmar que nenhum rei tinha jamais feito semelhante exigência a seus consultores, provavelmente tinham razão. Os magos e os encantadores do antigo Oriente Médio conheciam a história e a prática de suas artes na região toda. Havia muita comunicação cultural e intercâmbio de conhecimento. Se alguém tivesse revelado um sonho sem que esse lhe fosse contado, sem dúvida o caso estaria registrado. Até no Egito, o Faraó contou seus sonhos a José para este interpretá-los (Gn 41.17).


b. Erraram afirmando que não existia alguém na terra que pudesse interpretar o sonho. Eles sabiam que somente algo sobrenatural seria capaz de interpretar esse sonho.

 

Daniel para hoje → Que você pensa da afirmação: os deuses "não moram com os homens" (Dn 2.11)? Será que eles estão dizendo que a única maneira de interpretar esse sonho seria ter acesso à sabedoria dos deuses? Converse com outros da sala sobre essa afirmação.

 

 

  II. A reação de Daniel diante da ameaça real  

(Dn 2.12-23)

 

1. Primeiro, Daniel falou "avisada e prudentemente" (2.14) ao oficial militar encarregado de executar todos os sábios da Babilônia. Pediu ao rei um prazo, e lhe daria a interpretação.

 

2. Daniel era homem de oração. Após falar com o rei, voltou para casa e contou o caso aos três colegas, pedindo-lhes que rogassem ao Deus dos céus a revelação do mistério. O problema todo foi colocado diante de Deus, em oração, pelo grupo.

 

3. A oração foi atendida, e Deus revelou o mistério a Daniel.

 

4. Daniel louvou a Deus e agradeceu toda a misericórdia Dele para com Seus servos, especialmente pela maneira como os capacitou a resolver a crise daquela hora.

 

Daniel para hoje → Qual a importância da oração em grupo, seja da igreja, da família ou de alguns irmãos na fé? (Compare com Mt 18,19-20; Ati 2.5-11;Tg 5.14-15.)

 

 

  III. Daniel interpreta o sonho para o rei  

(Dn 2.24-30)

 

1. Daniel deixou bem claro que "O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelarão rei" (Dn 2.27).

 

2. Deixou igualmente claro que "a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente" (Dn 2.30) Daniel tinha dons especiais dados pelo Senhor para testemunhando Deus verdadeiro naquela cultural queria que a honra disso fosse atribuída a Deus.

 

3. Ele explicou ao rei que “há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias" (Dn 2.28). É a primeira etapa da educação do grande imperador sobre o Deus verdadeiro. Naquela cultura politeísta, os judeus não podiam falar do Deus deles como o Deus de Israel, que para os caldeus seria simplesmente mais um deus. Tinham que falar de Deus usando termos que O representassem corretamente para eles. Assim O apresentavam como “o Deus do céu” (Dn 2.44); ou "o Altíssimo" (Dn 4.25).

 

Daniel para hoje → Se o Senhor nos deu dons para servi-Lo, que tendem a fazer-nos "aparecer", se, por exemplo, pregamos ou cantamos bem, cuidamos que a honra seja dada ao Deus que nos deu esses dons?

 

 

  IV. O sonho e seu significado  

Dn (2:31-45)

 

1. "Uma grande estátua... imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível" (Dn 2.31).

 

2. A composição da estátua. Não era uma estátua qualquer, de pedra ou de metal, mas feita de uma maneira estranha. Os materiais usados iam diminuindo em beleza e valor de cima para baixo.

 

a. A cabeça de ouro fino.

b. O peito e os braços de prata.

c. O ventre e as coxas de bronze.

d. As pernas de ferro.

e. Os pés em parte de ferro e em parte de barro.


Uma pedra cortada apareceu no sonho, mas não era de origem humana. Bateu nos pés da estátua e a derrubou, esmiuçando tudo em pó que o ventou levou. Então, a pedra veio a ser uma grande montanha que encheu a terra toda.


3. A interpretação do sonho. Deus estava revelando ao rei (e a nós) os grandes impérios que dominariam o mundo desde a Babilônia até o fim dos tempos. Os materiais usados na estátua refletiam a qualidade de governo de cada um.

 

a. A cabeça de ouro fino. Era o próprio Nabucodonosor, "rei de reis... a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles" (Dn 2.37-38). Monarquia absoluta com domínio total. No original, "rei dos reis" pode ser um superlativo, "rei por completo, de verdade". Vale notar que o reino do Cristo, predito em outra visão de Daniel, é dessa natureza; com a diferença, porém, que Cristo cumpriu todos os deveres de rei, e o Seu reino não terá fim.

 

b. O peito e os braços de prata. Medo-Persa. Esse império que veio tomar o lugar da Babilônia como potência máxima mundial era inferior. O seu monarca não tinha o poder absoluto de Nabucodonosor. Ele podia fazer e desfazer as leis à vontade, os persas não. Os inimigos de Daniel conseguiram mandá-lo à cova dos leões por causa disso. O rei Daria percebeu tarde demais que fora enrolado por eles, promulgando uma lei que, durante trinta dias, só ele podia ser adorado no império todo. O rei quis livrar Daniel, mas não pôde, por causa da "lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar" (Dn 6.8). Dario havia promulgado a lei, mas não podia revogá-la (compare com Ester 8.8).

 

c. O ventre e as coxas de bronze. O império grego de Alexandre, o Grande.

 

d. As pernas de ferro. O império romano.


e. Os pés em parte de ferro e em parte de barro. O pior de todos em qualidade. Uma mistura de força e fraqueza combina tirania com má administração. Sugere que todo governo humano, aqui simbolizado pela forma humana da estátua e de seus componentes, tem que cair e desaparecer.


f. A pedra. Daniel explicou que todos os reinos humanos vão desaparecer, e virá outro, de origem divina, que não vai acabar nunca. "Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre" (Dn 2.44).


Importante. As tremendas verdades aqui explicadas seriam reveladas a Daniel mais tarde em outras visões e com símbolos diferentes (veja Daniel, capítulos 7 e 8).

 

Daniel para hoje → Quando oramos "venha o teu reino" (Mt 6.10), já consideramos todas as implicações disso? O reino de Deus é muito maior que nossa mente!

 

 

  V. As consequências para Daniel e os três amigos  

(Dn 2.46-49)

 

1. "Então, o rei Nabucodonosor se inclinou, e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes" (Dn 2.46). Daniel já recusara qualquer crédito pela interpretação, dando toda a glória a Deus. Dificilmente podia impedir que a ordem do rei fosse cumprida. É possível também que, honrando a Daniel, o rei quisesse honrar o seu Deus.

 

2. “Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia" (Dn 2.48). Muito semelhante à experiência de José com o Faraó. Muita responsabilidade também.

 

3. Daniel não se esqueceu dos amigos. Pois "Apedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província da Babilônia; Daniel, porém, permaneceu na corte do rei" (Dn 2.49).


Daniel e seus companheiros não estavam fazendo carreira. A promoção veio porque estavam sendo fiéis a Deus e muito dependentes Dele. O resultado seria de bênção para os súditos do rei, e mais justiça e honestidade na administração.


Daniel para hoje → Quando hoje em dia um cristão fiel ganha uma boa situação na empresa, na escola ou no governo, Deus, sem dúvida, está visando bênção para essas entidades. A influência de crentes consagrados em todas as esferas, na indústria, na educação, na política, e em todas as áreas da sociedade nunca foi tão necessária como hoje. Estamos nos preparando para sermos assim usados? Estamos dando tempo para Deus todos os dias e dependendo Dele em tudo, como Daniel e os amigos faziam?


 

  Conclusão  

 

A fidelidade daqueles jovens a Deus e a sua dependência Dele, em todas as circunstâncias, tornaram possível um testemunho impactante diante de muitas nações e povos. Por meio deles; foi conhecido e exaltado o Deus Altíssimo.

 



 

 Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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