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Leitura Diária


16.11.2020

22/11/2020 - Adultos - O sonho de Daniel e suas visões

 

 

Texto Básico: Daniel 7:1-8:27

 

Texto Devocional: Salmo 93:1-5

 

Texto Chave: Daniel 7:13-14: “Eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem… Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Gênesis 1:26-31

 Terça

 Daniel 7:1-14

 Quarta

 Daniel 7:15-27

 Quinta

 Mateus 26:57-64

 Sexta

 Marcos 13:1-27

 Sábado

 Lucas 21:10-27

 Domingo

 1Coríntios 15:19-28

 

 

Quando se deitou na noite daquele sonho da grande imagem, Nabucodonosor sem dúvida estava preocupado com o futuro do vasto império que havia adquirido. Como, "havendo feito tudo, permanecer firme?" Nessa hora vem a intervenção de Deus, que "domina sobre os reinos dos homens" (4.32 NVI). O reino babilônico cairia, e depois dele viriam outros, todos destinados a ser eliminados. No fim dos tempos, o mundo todo ficaria sob o domínio do Rei por Deus apontado. É provável que Daniel, que já havia interpretado o sonho de Nabucodonosor e que agora vivia sob o reinado de seu sucessor, Belsazar, precisasse de uma palavra especial da parte de Deus para confirmar a sua fé. Como fiel administrador que era, preocupava-se com a boa administração, não apenas de um império, mas, ainda, da administração do mundo inteiro.

 

 

  I. Os quatro animais  

(Dn 7.1-8)

 

1. Seu significado. Os animais na visão são símbolos de realidades humanas. Os que zombaram de Cristo na cruz foram assim descritos por Davi. "Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge... Cães me cercam... Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos" (SI 22.12-13,16,21). Esses touros e leões, cães e bois selvagens, na realidade são seres humanos, agindo como feras irracionais.

 

2. Sua força. São feras destrutivas e praticamente indomáveis. As qualidades físicas, a grande força do leão e a rapidez do leopardo são todas voltadas para a destruição.

 

3. Sua origem. Eles "subiam do mar" (Dn 7.3). Saíram de um mar agitado e turbulento


Lembremos as afirmações de Isaías: "Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!" (Is 17.12). "Porém os maus são como o mar agitado: as suas ondas não se acalmam e trazem lama e sujeira para a terra" (Is 57.20 NTLH).

 

4. Sua aparência. Não eram animais normais. Diferentes entre si, cada um era grotesco, uma caricatura dos animais por Deus criados. O último era "terrível, espantoso e sobremodo forte" (Dn 7.7).

 

5. Seu simbolismo. Esses animais simbolizam os grandes governos mundiais, sua maneira de crescer e atuar. Em Daniel, o símbolo às vezes fala de rei, outras vezes de seu reino.

 

6. A sequência. Pelo capítulo dois, entendemos que se trata de uma sequência histórica: cada império sendo substituído pelo seu sucessor.

 

 

Daniel para hoje→ Como no sonho de Nabucodonosor, em que o valor dos materiais da grande estátua ia sempre diminuindo até chegar aos pés de barro misturado com ferro; na visão de Daniel, o pior de todos os reis ou reinos é o último. A teologia e a filosofia do século 19 propunham uma melhora gradual até chegar a um mundo perfeito, com todas as nações vivendo em paz e bem administradas sob um governo universal. A teoria da evolução, de Darwin, teria apoiado tal perspectiva. A história do século 20, com duas guerras mundiais e o holocausto, confirma a visão de Daniel. Em outras palavras, não estamos melhorando!

 

 

  II. O julgamento  

(Dn 7.9-14)


Toda a cena reforça a verdade já enfatizada em Daniel, que "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens" (Dn 4.32). O grande julgamento não só chama atenção para o poder absoluto de nosso Deus, como também para a Sua misericórdia em estabelecer o Seu rei, já prometido. "Reinará um rei com justiça, e em retidão governarão príncipes" (Is 32.1). Quem recebe o reino eterno não é nenhum animal, mas sim um ser humano.

 

1. Leia Daniel 7.9. Como em Apocalipse, o centro do céu é o trono de Deus (Ap 4.2).

 

2. "Livros foram abertos". Todas as falhas e fracassos ali foram registrados. Compare com a visão de João em Apocalipse 20.12.

 

3. Daniel 7.13-14 confirma que as nuvens do céu sempre acompanhavam o Deus vitorioso vindo para salvar Seu povo (Dt 33.26; 2Sm 22.10, Sl 18.9; 97.2). O Senhor Jesus aplica essa palavra de Daniel a Si mesmo, quando da Sua volta para reinar (Mt 24.30). Foi condenado pelo Sinédrio por assegurar diante do sumo sacerdote que era Ele Quem viria "com as nuvens" (Mt 26.64; Ap 1.7).


Daniel para hoje → Em Daniel 7.13, temos a primeira vez que o Messias é chamado de Filho do Homem no AT. Jesus usou esse título para Si várias vezes nos evangelhos (Mt 8.20; Mc 2.10; Lc 19.10; Jo 5.27). Essa visão de Daniel é claramente uma profecia sobre a Segunda Vinda de Cristo.

 

 

  IIl. A última ditadura e o seu julgamento  

(Dn 7.15-28)


O último animal e sua aparência e atuação tão terríveis deixaram Daniel muito preocupado. Então se achegou a um dos seres angelicais que assistiam na corte celestial, e pediu explicações.

 

1. O animal era feroz e ativo como os outros, mas era mais perigoso e destrutivo do que eles (Dn 7.19).

 

2. Da cabeça dessa fera saíram dez chifres, e depois um chifre com "olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros". Ele se destacou pela blasfêmia e pela perseguição aos santos. "Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dn 7.20,25).

 

3. Finalmente, o reino terrível será julgado e destruído. Então "O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo, o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão" (Dn 7.27).

 

4. Vejamos aqui como o reino passa a ser do "povo dos santos do Altíssimo". Isso não contradiz o fato de que o Rei será "como filho de homem". Nos ensinos do Novo Testamento, todos os salvos reinarão com Cristo. "Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos" (2Tm 2.11-12); "Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra" (Ap 5.9-10).


Daniel para hoje → A Daniel foram revelados os efeitos funestos do abuso do poder político, levado às últimas consequências. Ao mesmo tempo, foi-lhe dada a certeza de que até tudo isso não fugia do controle de seu, e nosso Deus. Quem hoje é perseguido por ser fiel ao Senhor, é ajudado a perseverar pela lembrança dessas garantias de Deus. Nos tempos do fim, a perseguição aumentará, mas "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 24.13).

 

 

  IV. O carneiro e o bode  

(Dn 8.1-27)


As primeiras visões abrangiam todos os impérios, da Babilônia até o fim. Nessa, apesar de ocorrer ainda sob a Babilônia, tratava de apenas dois, que são explicitados como o reinado dos medos e persas, e o reinado da Grécia. A visão veio para complementar o que o profeta vira na visão anterior.

 

1. O carneiro (o urso do capítulo 7). O maior dos dois chifres do carneiro seria Ciro, "dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia conforme a sua vontade e, assim, se engrandecia" (Dn 8.4). Mas ele, como os imperadores que o antecederam, estava sujeito ao domínio do Altíssimo. Vem outro que lhe quebrará o poder (o chifre).

 

2. O bode (o leopardo do capítulo 7). Este "vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão" (Dn 8.5). O impressionante do império grego é a rapidez com que surgiu e cresceu. O leopardo é um dos animais mais velozes do mundo. O bode aqui vinha tão depressa que não tocava no chão. Com a morte de Alexandre, o jovem imperador grego, o seu império foi dividido entre quatro de seus generais. O quarto dominava a Palestina. "De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou" (Dn 8.9-10).

 

3. O "chifre pequeno". Todos os poderes políticos anteriores eram de uma maneira ou outra autossuficientes. Tiveram de aprender que "o Altíssimo domina no reino dos homens". Esse último, porém, manifestou abertamente sua hostilidade a Deus: engrandeceu-se até ao príncipe do exército, dele tirou o sacrifício diário c o lugar do seu santuário foi deitado abaixo" (Dn 8.11). A hostilidade se manifestou em acabar com o culto em Jerusalém, profanar o templo e perseguir cruelmente o povo de Deus.

 

4. Essa última e pior perseguição também tem seus dias contados (Dn 8.14).

 

Daniel para hoje → Por que o Deus Todo-Poderoso permite que surjam governos que não O reconhecem, e que se tornam cada vez mais hostis a Ele e a Seu povo? Por que permite que Seus servos fiéis tanto sofram?

Sem dúvida, isso enfatiza mais ainda a glória do Rei perfeito, Jesus, e comprova a verdade de que quem governa tem que ver seu reino como concedido por Deus e manter todos os valores de Deus (SI 2.6-8).

Os que sofrem por causa da fidelidade a Deus nada perdem por isso. "Muitos serão purificados, embranqueados e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão" (Dn 12.10). Os próprios perseguidores se tornaram agentes da purificação dos fiéis, garantindo ao mesmo tempo a condenação deles e a purificação dos santos, e os prepara para participar no reino eterno, de justiça. Haja vista o conselho de Tiago: "Meus irmãos. tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve teração completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes" (Tg 1 .2-4). E de Pedro: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1 Pe 1.6-7).

 

 

  Conclusão  

 

Todas essas visões se referem a eventos ainda futuros para Daniel. “Estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim" (Dn 12.9). Quando seria o cumprimento? Os acontecimentos sobre o império dos medos e persas, sobre o império de Alexandre e a divisão do mesmo entre seus generais se cumpriram antes de Jesus nascer. As crueldades de Antíoco Epifanes, de como mudou as datas das festas judaicas e até profanou o templo são hoje fatos históricos bem documentados. Porém Jesus citou Daniel referindo-Se à Sua vinda para julgar e reinar no fim dos tempos (Mt 24.15-30). Apocalipse também se baseia em Daniel da mesma maneira (Ap 1.7). O ímpio Antíoco realmente cumpriu a profecia, mas o cumprimento total só virá no fim, quando o último imperador mundial, mais cruel e orgulhoso do que todos que o antecederam, e inimigo declarado de Deus, for derrotado - quando "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Ap 11.15).

 

 

 



Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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