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Leitura Diária


24.11.2020

29/11/2020 - Adultos - Oração, setenta semanas e últimas visões

 

 

Texto Básico: Daniel 9:1-12,13

 

Texto Devocional: Apocalipse 11:15-19

 

Texto Chave: 1Timóteo 2:1-2 NTLH “Em primeiro lugar peço que sejam feitos orações, suplicas e ações de graças a Deus em favor de todas as pessoas. Orem pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito a todos.”

 

Leia a Bíblia diariamente:

 

Dia

Texto

 Segunda

 Gênesis 18:16-33

 Terça

 Josué 10:1-15

 Quarta 

 1Samuel 2:1-10

 Quinta

 Mateus 6:5-15

 Sexta

 Atos 10:9-23

 Sábado

 Efésios 3:8-21

 Domingo

 Apocalipse 22:7-21

 

 

A história da oração atravessa a Bíblia toda. Já em Gênesis lemos: "A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor" (Gn 4.26). Vemos Abraão intercedendo pelas cidades condenadas, Sodoma e Gomorra. Logo mais aparece Moisés rogando por seu povo. Pela oração, Elias deu testemunho tremendo ao povo paganizado. "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos" (Tg 5.17-18). Cornélio estava orando quando um anjo lhe apareceu, dizendo que ele chamasse Pedro para ouvir o evangelho; e Pedro, em oração, teve a visão que fez com que aceitasse o convite. Não é por acaso que quase a última frase da Bíblia é uma oração: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amem! Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22.20).

 

 

  I. As orações no livro de Daniel  


A chave do testemunho claro e corajoso que marcava a vida de Daniel era a oração.

 

1. O primeiro sonho de Nabucodonosor. O rei não contou o sonho, mas mesmo assim exigiu que seus sábios o explicassem; Daniel e os três jovens colegas estavam entre eles. Se assim não fizessem, sofreriam pena de morte. Daniel pediu um prazo ao rei, e foi para casa, onde chamou os outros três para oração. Foram ouvidos, e a crise passou. Deus revelou a Daniel o sonho e a sua interpretação em resposta à oração (Dn 2.17-18).

 

2. No início do império dos medos e persas, vemos Daniel buscando seu Deus com oração fervorosa e com resposta extraordinária (Dn 9.3-4).

 

3. Sob o império persa, houve outracris^^quele que orasse a qualquer outro deus, que não fosse o rei (considerado um deus), durante trinta dias, seria lançado aos leões. Quando soube que tal edital estava assinado, o profeta já idoso não vacilou: "Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer" (Dn 6.10).

 

Daniel para hoje → Se Jesus falou muito sobre oração e orou muito, é porque Ele sabe que precisamos muito dela. Você costuma orar em momentos de importantes decisões e grandes crises? Quando você se vê ameaçado ou sem saber o que fazer, a quem recorre?

 

 

  II. A grande oração de Daniel no primeiro ano de Dario  

(Dn 9.1.27)

 

1. O motivo da oração. "No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a palavra do Senhor dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos" (Dn 9.2 NVI). Daniel orava, mas o fazia orientado pela palavra de Deus. Conhecia bem a lei de Deus na qual a Moisés já havia sido revelado que a infidelidade e as transgressões de Israel seriam castigadas pelo desterro (Lv 26.40-46). Lera em Jeremias que o exílio de Judá era limitado a setenta anos (Jr 25.11-12). E pelo mesmo profeta entendia que os exilados eram os "bons figos" que seriam trazidos de volta a Jerusalém (Jr 24.5-6).

 

2. Ao orar, Daniel se identificava com o seu povo. Reconheceu que as transgressões e a infidelidade à aliança de Deus foram o que trouxe o castigo terrível, a destruição do templo, a conquista pela Babilônia e o exílio: temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra" (Dn 9.5-6). A lei de Moisés era muito específica: idolatria, injustiça social, nem pensar! Os profetas de quem Daniel falou alertaram o povo de Deus da gravidade de seus pecados e do juízo que esses acarretariam baseando-se na vontade de Deus já revelada a Seu povo (compare Êxodo 22.18-24 com Isaías 10 1-2; Deuteronômio 29.18 com Isaías 2.8; e Jeremias 2.26-28 com Ezequiel 8.5-16).

 

Pausa para refletir - Se não está havendo bênção na igreja ou na vida dos membros, temos examinado as Escrituras para ver se realmente estamos vivendo segundo a vontade de Deus? Em de disciplina na igreja, estamos sempre levando em conta as normas que Deus revelou em Sua palavra, e não fazendo "regrinhas" para facilitar a vida eclesiástica?

 

3. O Deus a quem Daniel orava. Daniel baseava seus pedidos naquilo que bem sabia ser o caráter de seu Deus, já revelado nas Escrituras.


a. Justo. "Justo é o Senhor, nosso Deus" (Dn 9.14 - compare com Gn 18.25 e Rm 3.26).


b. Grande e temível, e fiel, mantendo Suas promessas para com os que O amam, que estão em aliança com Ele: "que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos" (Dn 9.4; confira Deuteronômio 7.9; Neemias 1.5; 2Timóteo2.13).

 

c. Suficiente. Ao iniciar a sua oração, Daniel disse: "Orei ao Senhor, meu Deus" (Dn 9.4) Usando o nome "Senhor" (Sou o que Sou) cujo conteúdo redentor foi exemplificado quando Deus tirou o Seu povo do Egito e ele se tornou nação (Êx 6.2-9).

 

d. Misericordioso e gosta de perdoar. "Não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias" (Dn 9.18). O Senhor Se revelou a Moisés como "Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado" (Êx 34.6-7).

 

e. Cuida da honra de Seu Nome. "Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa, ó Senhor atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome" (Dn 9.19). Moisés havia usado esse argumento ao orar pelo povo que já se demonstrava infiel (Nm 14.15-20).

 

Daniel para hoje → A restauração do templo em Jerusalém, sob Ciro da Pérsia, dependia do caráter maravilhoso de Deus. A nossa salvação eterna também, depende de nosso Deus ser o que Ele é. Ele nos salva e santifica, e nos levará para uma eternidade na Sua presença, por ser fiel à aliança que foi sagrada pelo sangue de Cristo. Pois "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1Ts 5.24).

Antes de orar, ouço a palavra de Deus? Quando oro, a minha oração reflete as verdades que ali aprendi? A oração, naqueles tempos, envolvia grande luta espiritual (Dn 10.12-14; 2Co 10.4). Hoje também, muitas vezes, orar é lutar contra as potestades do mal.

 

 

  III. A resposta e as setenta semanas  

(Dn 9.20-27)


Deus atendeu mandando "o varão Gabriel" (Dn 9.21), o mesmo anjo poderoso que lhe explicara a visão anterior, o mesmo que foi mandado a Zacarias anunciar-lhe o nascimento de João Batista e, mais tarde, a Maria para anunciar que ela seria mãe do Salvador (Lc 1.19 e 1.26). A resposta fez com que Daniel tivesse a certeza do cumprimento do propósito de Deus para o seu povo e para toda a história.

 

1. As palavras "Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido" (Dn 9.22) frisam a importância da mensagem. Daniel já recebera dons especiais para entender visões e sonhos, mas agora havia de ouvir a maior revelação de todas. Frisam também que para ouvir bem a palavra de Deus precisamos usar o raciocínio, e isso com reverência. Na Bíblia, a sabedoria é sempre uma qualidade ética. "Crer é também pensar.

 

2. O simbolismo. Aqui o simbolismo dos números é importante. Sete indica uma ação completa. A transgressão persistente do povo de Israel levaria a um castigo sétuplo (Lv 26.18,21,28). A terra devia ter o seu descanso, sem plantio nem safra cada sétimo ano. Por não observarem essa parte da lei de Deus, o exílio haveria de durar setenta anos (2Cr 36.19-21).

 

3. "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos” (Dn 9.24). Tudo isso teria que se realizar para que o reino eterno de Deus fosse estabelecido.

 

4. Quem é o "ungido" e quando tudo isso se realiza? Embora seja verdade que Ciro, imperador da Pérsia, mandou reconstruir o templo em Jerusalém, e foi "ungido" para fazer isso, o pleno cumprimento viria depois (Is 44.28; 45.1; Ed 1.1-4). O templo foi destruído, e Jerusalém, arrasada em 70 d.C. como Jesus profetizou, mas a restauração completa, a justiça eterna" sob o Rei justo, ainda está por vir. A contagem de anos sem dúvida é simbólica, como no restante de Daniel. [Sugerimos que seja explicado por Paulo, que afirmou: "vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4)].


Todas as predições se cumprem em Cristo.


a. Sua morte na cruz apaga a transgressão, os pecados e a iniquidade, possibilitando a restauração de quem Nele crer. Deus, "que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado", nos recebe sem negar a própria justiça, "para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Êx 34.6-7; Rm 3.26).


b. Cristo Se torna a nossa justiça. “Vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (l Co 1.30; Jr 23.5-6).

 

c. A “justiça eterna’, um reino sem corrupção, perseguição ou qualquer outro desvio Deus, chegará quando Jesus vier assumir o reino que Deus Lhe prometeu (Ap 11.15; 1Co 15.24-2).

 

d. No reino eterno, não haverá templo, e sim Aquele que o templo simbolizava (Jo 2.19-21; Ap 21.22). O centro da nossa adoração e comunhão, para sempre, será o próprio Jesus.


e. Cristo mesmo autenticou a profecia de Daniel quanto aos tempos do fim (Mt 24.15). Daniel profetizou grande tribulação aos fiéis, "tempos angustiosos”, "até ao fim haverá guerra", "estão determinadas assolações" (Dn 9.26-27 ARC).


f. Jesus afirma a Sua volta para reinar, usando as palavras de Daniel. Perante o sinédrio declarou: "vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (Mt 26.64; Dn 7.14).


g. Jesus também garante a preservação dos fiéis, por causa de quem o tempo de tribulação está por Deus limitado. "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13).


Nota do editor. Sabemos que há outras interpretações das Setenta Semanas (Dn 9.24). Pergunte ao seu professor ou pastor qual é a posição de sua igreja ou denominação.

 

 

  IV. Ultimas visões  

(Capítulos 10-12)


Os capítulos 10 a 12 de Daniel podem ser divididos da seguinte forma.

 

1. Capítulo 10 - Jejum, oração e lutas espirituais de Daniel

 

2. Capítulo 11


a. Profecias para os reinos da Pérsia, Grécia, Egito e Síria (Dn 11.1-35)


b. Possível retraio do anticristo (Dn 11.36-45)


3. Capítulo 12 - Tribulação, ressurreição e o tempo do fim

 

 

  Conclusão  

 

Daniel foi colocado em posição privilegiada para observar as falhas do governo humano sem Deus. Ele mesmo ansiava ver o mundo todo governado por "um como o Filho do Homem", a quem foi dado "domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio demo, que não passará, e o seu reino jamais será destruído" (Dn 7.13-14). Quando, então, pedia a Deus pela restauração do templo e o fim do cativeiro babilônico, havia um desejo ainda mais profundo no seu coração - que chegasse um rei justo, com governo justo e reinasse para sempre sobre o mundo inteiro. Deus atendeu também a esse seu desejo.


Em oração Daniel buscava entender os planos de Deus para o seu povo e para o mundo. Em oração lutava para que tais planos se concretizassem. Compete a nós seguir seu exemplo, pois o tempo está próximo.

 

 

 

 


Fonte: Revista Vida Cristã – Escola Bíblica – www.editoracristaevangelica.com.br

 

 

 

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